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Moraes citou risco de fuga para embaixadas ao ordenar prisão de Jair Bolsonaro

Decisão do STF aponta tentativa de evasão e proximidade com embaixadas como fatores para a prisão preventiva

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva de Jair Bolsonaro devido a risco de fuga e interferência nas investigações.
  • O despacho menciona a possibilidade de Bolsonaro buscar abrigo em embaixadas próximas à sua residência como forma de escapar da Justiça.
  • Moraes relatou que o ex-presidente organizou uma "vigília" com apoiadores para dificultar o cumprimento do mandado e tentativas de romper a tornozeleira eletrônica.
  • Bolsonaro foi preso e está à disposição do STF enquanto prosseguem as investigações, com audiência de custódia marcada para este domingo (23).

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Desde agosto, Bolsonaro estava preso em casa, também preventivamente Pedro Gontijo/Senado Federal -21.07.2025

O ministro Alexandre de Moraes determinou a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro na manhã deste sábado (22), em Brasília, após pedido da Polícia Federal. Segundo o despacho, o risco de fuga e de interferência direta no andamento das investigações tornou insustentável a permanência do ex-presidente em liberdade.

O ponto mais contundente da decisão menciona a possibilidade de Bolsonaro tentar escapar da Justiça por meio de abrigo diplomático em embaixadas próximas à sua residência.


Moraes destacou que o ex-presidente poderia buscar asilo em representação estrangeira para se manter fora do alcance do Estado brasileiro e que a mobilização de apoiadores serviria para criar uma cortina de fumaça que favoreceria tal movimentação.

A decisão acrescenta detalhes logísticos sobre o risco de evasão:


“Importante destacar, ainda, que o condomínio do réu está localizado a cerca de 13 km (treze quilômetros) do Setor de Embaixadas Sul de Brasília/DF, onde fica localizada a embaixada dos Estados Unidos da América, em uma distância que pode ser percorrida em cerca de 15 (quinze) minutos de carro. Rememoro que o réu, conforme apurado nestes autos, planejou, durante a investigação que posteriormente resultou na sua condenação, a fuga para a embaixada da Argentina, por meio de solicitação de asilo político àquele país.”

Tumulto

Além da possibilidade de fuga, Moraes afirmou que Bolsonaro incentivou apoiadores a manter uma “vigília” em seu condomínio, medida interpretada como organização para tumultuar autoridades e dificultar o cumprimento do mandado.


Outro trecho adicionado ao processo elevou o alerta:

“O Centro de Integração de Monitoração Integrada do Distrito Federal comunicou a esta SUPREMA CORTE a ocorrência de violação do equipamento de monitoramento eletrônico do réu JAIR MESSIAS BOLSONARO, às 0h08min do dia 22/11/2025. A informação constata a intenção do condenado de romper a tornozeleira eletrônica para garantir êxito em sua fuga, facilitada pela confusão causada pela manifestação convocada por seu filho.”


Moraes também reforçou que a condenação recente na AP 2.668/DF e a proximidade do trânsito em julgado aumentaram o risco de evasão, justificando a prisão preventiva para assegurar o cumprimento de decisões judiciais.

Bolsonaro foi preso pela manhã e levado sob custódia da Polícia Federal. Ele permanece à disposição do STF enquanto avançam os desdobramentos do caso. A audiência de custódia será por videoconferência neste domingo (23).

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