Moraes compartilha com PF provas contra Eduardo Bolsonaro para processo administrativo
Na semana passada, procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu que STF adotasse medida contra o deputado cassado
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O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu compartilhar com a PF (Polícia Federal) as provas reunidas no inquérito que investiga o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo PAD (Processo Administrativo Disciplinar) aberto contra ele.
A PF iniciou o PAD contra o deputado federal cassado por excesso de faltas ao trabalho. Eduardo é servidor público na corporação, no cargo de escrivão, mas se mudou para os Estados Unidos e não exerceu mais a atividade.
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Moraes afirmou que o envio à PF das provas reunidas no inquérito “se revela razoável, adequado e pertinente”. E, na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu essa medida.
“O compartilhamento das provas colhidas no âmbito desta investigação, que, inclusive, é pública, poderá ser útil ao citado procedimento instaurado em face de Eduardo Nantes Bolsonaro”, argumentou Moraes.
Abandono de cargo
Na última segunda-feira (16), a PF publicou um edital de citação para convocar o ex-parlamentar a responder a um PAD. Eduardo é investigado por abandono de cargo, o que pode levar à demissão dele do serviço público.
Após a publicação desse documento, ele tem 15 dias para apresentar defesa. O edital, assinado pela delegada federal Karen Cristina Dunder, destaca que Eduardo se encontra em “lugar incerto e não sabido”.
Após ter o mandato cassado em dezembro de 2025, por excesso de faltas na Câmara dos Deputados, Eduardo também não se apresentou ao local de trabalho na PF para retomar as atividades de servidor.
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