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Moraes envia caso das joias de volta à PGR para análise de material apreendido com Wassef

PGR pediu arquivamento do caso e disse que não é possível punir criminalmente o recebimento de presentes por presidentes

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes devolveu caso das joias ao PGR para análise de dados apreendidos de Wassef.
  • PGR pediu arquivamento, alegando que não é possível punir o recebimento de presentes por presidentes sem uma lei clara.
  • A Polícia Federal indiciou 12 pessoas, incluindo Jair Bolsonaro, por crimes como peculato e lavagem de capitais no desvio de presentes oficiais.
  • Todos os indiciados estavam envolvidos em um esquema para enriquecer ilicitamente o ex-presidente entre 2019 e 2022.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Brasil, São Paulo, SP, 19/06/2019. Retrato de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro, durante entrevista em São Paulo. FOTO: TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO - Crédito:TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Código imagem:223745
Advogado Frederick Wassef foi indiciado pela PF no caso Tiago Queiroz/Estadão Conteúdo - 19.6.2019

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes determinou nesta quarta-feira (18) que a PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifeste sobre material extraído de aparelhos celulares do advogado Frederick Wassef, apreendidos na investigação sobre o desvio de joias e presentes oficiais recebidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) em viagens internacionais.

A decisão foi tomada após a Polícia Federal informar, em 4 de março, que identificou “eventos fortuitos” nos dados dos celulares de Wassef que devem ser apurados em procedimento separado.


No mesmo dia, a PGR pediu o arquivamento do caso, argumentando que não é possível punir criminalmente o recebimento de presentes por presidentes, pois não existe uma lei clara definindo se esses itens pertencem ao governante ou ao Estado.

A PGR, porém, não se pronunciou sobre o material relativo a Wassef encaminhado pela PF. Moraes, então, devolveu os autos ao Ministério Público para que se posicione sobre os dados apreendidos.


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PF havia indiciado Bolsonaro, Mauro Cid, Wassef e outros

A investigação da PF concluiu pelo indiciamento de 12 pessoas:

  • Jair Bolsonaro;
  • Mauro Cid, ex-ajudante de ordens;
  • Mauro César Lourena Cid, pai de Cid;
  • Marcelo Costa Câmara, ex-assessor de Bolsonaro;
  • Frederick Wassef, advogado;
  • Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;
  • Bento Albuquerque, ex-ministro de Minas e Energia;
  • Fabio Wajngarten, ex-chefe de comunicação;
  • Osmar Crivelatti;
  • Marcelo da Silva Vieira;
  • José Roberto Bueno Junior; e
  • Marcos André dos Santos Soeiro.

Bolsonaro e Cid foram indiciados por crime contra a administração pública, o chamado peculato (artigo 312 do Código Penal), pela apropriação de esculturas douradas de um barco e de uma palmeira, presenteadas por autoridades dos Emirados Árabes Unidos e do Bahrein durante visita oficial em novembro de 2021.


Ambos também foram indiciados por lavagem de capitais “com o objetivo de propiciar o enriquecimento ilícito do então presidente da República”, ao lado de Marcelo Câmara e Lourena Cid.

A PF apontou ainda o desvio de três conjuntos de joias. O chamado “kit ouro rose”, da marca Chopard, recebido na Arábia Saudita em outubro de 2021, pelo qual foram indiciados Bolsonaro, Cid, Marcelo da Silva Vieira, José Roberto Bueno Junior e Bento Albuquerque.


O “kit ouro branco”, composto por anel, abotoaduras, rosário islâmico e relógio Rolex, que foi entregue a Bolsonaro em viagem oficial à Arábia Saudita em outubro de 2019. E, por fim, um relógio Patek Philippe Calatrava, presente recebido no Bahrein em novembro de 2021.

Bolsonaro, Cid, Marcelo da Silva Vieira, Marcos André dos Santos Soeiro, Bento Albuquerque e Julio Cesar Vieira Gomes foram indiciados ainda por tentativa de peculato, pelo desvio frustrado de um conjunto de joias femininas de ouro branco (colar, brincos, anel e relógio Chopard) e uma escultura de cavalo dourado, presentes da Arábia Saudita entregues a Bento Albuquerque em outubro de 2021.

Vieira Gomes foi indiciado também por advocacia administrativa perante a Receita Federal, por ter atuado em favor de Bolsonaro para incorporar os bens desviados ao patrimônio pessoal do ex-presidente.

Todos os 12 investigados foram indiciados por associação criminosa (artigo 288 do Código Penal), por terem atuado entre outubro de 2019 e dezembro de 2022 com o objetivo de desviar presentes oficiais e promover o enriquecimento ilícito do então presidente.

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