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Moraes mostra diários de Bolsonaro em decisão sobre prisão domiciliar

Na decisão, ministro afirmou que essa se trata de uma autorização temporária, com duração de 90 dias

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Alexandre de Moraes autoriza a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro por 90 dias.
  • A decisão destaca que a condição de saúde de Bolsonaro foi bem atendida durante a prisão anterior.
  • Foram registrados 206 atendimentos médicos, 18 sessões de fisioterapia e visitas familiares constantes.
  • Descumprir as regras pode levar à revogação da prisão domiciliar e retorno ao regime fechado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Outros pontos fixados por Moraes se referem ao uso de tornozeleira eletrônica por Bolsonaro Antonio Augusto/STF - 25.03.2025

Em decisão que autorizou a ida de Jair Bolsonaro para prisão domiciliar, o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes mostrou uma série de relatórios escritos por médicos que atenderam o ex-presidente na Papudinha. Um desses documentos foi feito em 12 de março, um dia antes de Bolsonaro ser internado em um hospital particular de Brasília com um quadro grave de pneumonia.

Nesse relatório, a equipe de saúde atestou a “boa condição física e mental” de Bolsonaro. Segundo os dados detalhados pelo ministro, o documento indicou que o ex-presidente teve atividade normal naquele dia, inclusive realizando uma caminhada de 5 km.


“Segue em regular estado geral, lúcido e orientado, eupneico [apresenta respiração normal] em ar ambiente. Dieta de boa aceitação, eliminações fisiológicas preservadas. Caminhou hoje à tarde (5 km). Iniciou há pouco crise de soluço, não quis medicação agora, informou que irá tomar após o jogo”, diz o relatório da médica responsável pelo plantão noturno daquele dia.

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Moraes elogia instalações da Papudinha

Moraes afirmou na decisão que o 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, local conhecido como Papudinha, possui completas condições de cuidar da saúde do ex-presidente.


O ministro ressaltou que Bolsonaro estava preso em uma sala de Estado Maior, que oferecia uma estrutura diferenciada e uma série de cuidados voltados à sua saúde, segurança e bem-estar.

Segundo Moraes, a Papudinha dispõe de um posto de saúde que atende exclusivamente os presos do local, equipado com uma equipe multidisciplinar formada por médicos clínicos, enfermeiros, dentistas, psicólogos, psiquiatra, fisioterapeuta, farmacêutico e assistente social. Bolsonaro recebia atendimento médico rotineiro três vezes ao dia, passava por sessões de fisioterapia e tinha um “botão do pânico” à sua disposição 24 horas por dia para qualquer emergência.


Dessa forma, Moraes destacou que as condições da prisão demonstraram total eficiência e eficácia para garantir a saúde e dignidade de Bolsonaro.

“A observância de todos os cuidados necessários para o respeito absoluto da saúde e dignidade do custodiado Jair Messias Bolsonaro mostrou-se totalmente eficiente, garantindo rápido, imediato e eficaz atendimento médico, transporte e internação hospitalar realizada no dia 13/3/2026″, disse Moraes.


Atendimentos médicos na prisão

Segundo o ministro, em um período que compreendeu 56 dias, Bolsonaro recebeu 206 vezes atendimento médico permanente e diário, visitas permanentes sem necessidade de novas autorizações judiciais de sua mulher, Michelle Bolsonaro, filhos, filha e enteada, além de 40 visitas de terceiros, 18 sessões de fisioterapia, 48 sessões de atividades físicas (caminhada) e ampla assistência religiosa.

Na decisão, Moraes afirmou que a prisão domiciliar de Bolsonaro será temporária, com duração de 90 dias, a contar da alta médica. Após esse prazo, a presença dos requisitos necessários para manutenção da prisão domiciliar será reanalisada pelo ministro.

Durante esse período, Bolsonaro terá de usar tornozeleira eletrônica. Segundo a decisão, o ex-presidente só poderá receber as visitas dos filhos Flávio, Carlos e Jair Renan nas quartas-feiras e nos sábados, que foi a regra estabelecida após Bolsonaro ser levado à Papudinha.

Na determinação, Moraes também mencionou que o descumprimento das regras estabelecidas para a prisão domiciliar humanitária temporária ou de qualquer uma das medidas cautelares impostas pelo STF implicará na revogação do direito e no retorno imediato de Bolsonaro ao regime fechado — ou, se necessário, ao hospital penitenciário.

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