Brasília Moraes pede posicionamento da PGR sobre revogar prisão de ex-comandante da PM do DF

Moraes pede posicionamento da PGR sobre revogar prisão de ex-comandante da PM do DF

O coronel Fábio Augusto Vieira foi preso sob suspeita de omissão nos atos que resultaram na invasão das sedes dos Três Poderes

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

STF após atos de vandalismo

STF após atos de vandalismo

Valter Campanato/ Agência Brasil

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes deu 24 horas à Procuradoria-Geral da República para que se manifeste sobre o pedido de suspensão da prisão preventiva do ex-comandante da Polícia Militar do DF. O coronel Fábio Augusto Vieira foi preso por suspeita de omissão em relação aos atos extremistas que resultaram na invasão do Congresso, do prédio do STF e do Palácio do Planalto.

A defesa do ex-comandante pediu a revogação da prisão preventiva sob o argumento de que o planejamento da Polícia Militar cabia ao Departamento Operacional (DOP) da corporação e que, exonerado do cargo de comandante, Vieira não teria como atrapalhar as investigações. A invasão dos prédios dos Três Poderes também resultaram na prisão do então secretário de Segurança, Anderson Torres, e no afastamento do governador do DF, Ibaneis Rocha (MDB).

Outro ponto levantado pela defesa é que o então comandante participou ativamente das tentativas de conter os radicais e não teve as ordens de reforços de militares atendidas pela corporação. Os advogados destacaram, ainda, um trecho do relatório do interventor federal no DF, Ricardo Cappelli, que informa a atuação de Vieira no dia da invasão.

No texto, Cappelli afirma que o coronel “esteve em campo atuando operacionalmente”, que foi ferido e que há evidências que “o coronel perdeu a capacidade de liderar seus comandados diretos, uma vez que suas solicitações por reforço não foram consideradas nem atendidas prontamente”. Por fim, a defesa destacou que o militar foi exonerado do comando da PM e que não há risco de que ele atrapalhe as investigações sobre a omissão das forças de segurança no ataque às sedes dos Três Poderes, em 8 de janeiro.

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