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‘Não acredito em greve dos caminhoneiros’, afirma Rui Costa sobre crise do petróleo

Ministro destaca diálogo contínuo com caminhoneiros em meio à crise do petróleo

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Rui Costa, ministro da Casa Civil, acredita que não haverá greve dos caminhoneiros apesar da crise do petróleo.
  • O governo mantém diálogo contínuo com a categoria para evitar paralisações durante a tensão no mercado global de energia.
  • Uma nova reunião entre o governo e representantes dos caminhoneiros está agendada para discutir novas medidas e o cumprimento do piso mínimo do frete.
  • Medidas recentes incluem aumento da fiscalização e penalidades mais severas para empresas que não seguirem as regras estabelecidas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou ao JR Entrevista que “não acredita em greve dos caminhoneiros” a despeito da crise internacional do petróleo. Além disso, ele destacou que o governo mantém diálogo permanente com a categoria para evitar paralisações.

O risco de paralisação da categoria ocorre em um momento de tensão no mercado global de energia, agravado nas últimas semanas pela guerra no Oriente Médio, que impacta diretamente os preços dos combustíveis.


Rui Costa atribuiu a instabilidade à escalada de conflitos em regiões estratégicas para a produção de petróleo. “Infelizmente, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma guerra em uma área muito sensível, que fornece energia para o mundo inteiro. Isso se soma à guerra da Rússia, que já é um grande polo fornecedor de gás e combustível”, disse.

O ministro também criticou decisões recentes envolvendo sanções econômicas. “O governo americano chegou a proibir países de comprarem petróleo e diesel da Rússia, mas agora ele próprio está comprando. E a Rússia, inclusive, aumentou os preços”, afirmou.


Segundo ele, esse cenário tem provocado uma crise global. “Criou-se uma crise econômica internacional, uma crise humanitária, com milhares de pessoas mortas. Infelizmente, na história da humanidade, onde tem petróleo, tem guerra e morte”, completou.

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Apesar da pressão nos preços dos combustíveis, Rui Costa descartou impacto político direto por meio de paralisações no transporte de cargas. “Nós estamos em diálogo permanente com eles”, afirmou.


De acordo com o ministro, o governo ampliou linhas de crédito para a renovação da frota e reforçou mecanismos de fiscalização no setor. “Aumentamos o poder da Agência Nacional de Transportes para autuar e até cancelar a inscrição de empresas que não repassam o preço adequado do frete ao caminhoneiro”, explicou.

Rui Costa também destacou que representantes da categoria reconheceram as ações do governo. “Eles fizeram elogios na semana passada, reconhecendo que o governo tem dialogado de forma permanente e adotado medidas que garantem condições econômicas para o trabalho”, disse.


Uma reunião entre o governo e representantes do setor está prevista para quarta-feira (25), quando novas medidas poderão ser discutidas diante da evolução do cenário internacional.

Caminhoneiros seguem sob estado de greve

Mesmo após recuarem de uma paralisação nacional na semana passada, os caminhoneiros mantêm o estado de greve e seguem pressionando o governo por avanços em pontos ainda não atendidos da pauta da categoria. A mobilização permanece ativa enquanto as negociações continuam em Brasília.

Uma nova rodada de diálogo está prevista para os próximos dias. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos, deve se reunir com representantes do setor, dando continuidade às tratativas abertas após a publicação de medidas recentes voltadas aos profissionais do transporte rodoviário de cargas.

A decisão de adiar a greve foi tomada em assembleia realizada no Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista, em Santos. Na ocasião, lideranças optaram por aguardar os desdobramentos das negociações antes de deliberar sobre uma possível paralisação.

Entre as ações do governo está a Medida Provisória nº 1.343/2026, que reforça a obrigatoriedade do cumprimento do piso mínimo do frete. O texto atualiza a legislação de 2018 e estabelece mecanismos mais rígidos de controle, como o registro obrigatório de todas as operações por meio do CIOT (Código Identificador da Operação de Transporte).

A proposta também amplia a fiscalização ao integrar dados da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), da Receita Federal e de fiscos estaduais e municipais, com o objetivo de coibir irregularidades no setor.

Outro ponto central da medida é o endurecimento das penalidades. Empresas que descumprirem as regras poderão sofrer sanções como suspensão do registro no Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas ou até a perda da autorização para operar por até dois anos. Os transportadores autônomos, no entanto, ficam fora dessas punições.

As multas também foram elevadas e podem chegar a valores entre R$ 1 milhão e R$ 10 milhões por operação irregular, além da possibilidade de impedimento para contratar novos fretes. A responsabilização pode alcançar ainda sócios e integrantes de grupos econômicos, por meio da desconsideração da personalidade jurídica.

Paralelamente, o governo editou o decreto nº 12.883/2026, que estabelece diretrizes para a definição do preço de referência do diesel, tema considerado central nas negociações com a categoria.

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