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Nas eleições de 2026, ‘a IA não é só um desafio tecnológico, mas também ético’, diz advogado

Regras de regulamentação para campanhas eleitorais ainda serão decididas pelo TSE

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O TSE deve definir regras para o uso da IA em campanhas eleitorais até março de 2026.
  • Regras incluirão rótulos e multas de até R$ 30 mil por conteúdos falsos.
  • Especialista alerta que a IA representa um desafio ético e tecnológico, com implicações graves em eleições.
  • Eleitores são os principais prejudicados pelo compartilhamento de informações falsas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Com as eleições de 2026 cada vez mais próximas e o avanço contínuo da qualidade das imagens produzidas por inteligência artificial, o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) deve definir até a primeira semana de março regras para o uso da tecnologia ao longo das campanhas eleitorais dos candidatos. A resolução prevê, além do uso de rótulos, a cobrança de uma multa com valor de até R$ 30 mil na publicação de conteúdos falsos.

O advogado especialista em direito digital Rodrigo Coxe sintetiza o cenário atual enfrentado pela política: “A IA não é só um desafio tecnológico, mas também um desafio ético”. Ele alerta sobre casos em que o uso indevido da ferramenta e o compartilhamento de informações falsas levaram a mortes e tragédias. Segundo o advogado, a falta de regras definidas para as eleições poderia ter consequências desastrosas.


“Apenas uma multa muitas vezes não basta. Porque se manipulo uma eleição com o uso indiscriminado de IA e ganho, depois que o resultado está posto é muito difícil e demorado tentar anular os resultados ou provar a manipulação”, ele avalia no Conexão Record News desta quarta (18). Além da decisão dos órgãos públicos, o especialista crê que as redes sociais também precisam estar envolvidas nesse processo de regulação.

Ele lamenta que muitas vezes as empresas responsáveis pelos aplicativos não se responsabilizem pelos danos causados nem derrubem vídeos e conteúdos falsos e nocivos. O advogado conclui que, no fim, quem sai mais prejudicado com o compartilhamento das informações falsas não é nem o partido ou o vencedor: “O eleitor tem que ter em mente que, quando falamos de proteger a informação, é a proteção do voto [...] a potencial vítima de tudo isso infelizmente, somos nós os eleitores”.

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