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No Dia do Professor, servidores da rede pública de ensino do DF entram em greve

Servidores se juntam a outras categorias paralisadas que pedem reajuste salarial

Brasília|Do R7

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Professores decidiram pela greve em assembleia no Palácio do Buriti, em Brasília
Professores decidiram pela greve em assembleia no Palácio do Buriti, em Brasília

Professores da rede pública de ensino do Distrito Federal cruzam os braços a partir da manhã desta quinta-feira (15), em pleno dia comemorativo a profissão dos educadores. A categoria se reúne em assembleia às 10h, na Praça do Relógio de Taguatinga (DF), para deflagrar o movimento.

A greve iniciada nesta manhã foi decidida em um ato na quinta-feira passada (8), em frente ao Palácio do Buriti, sede do governo do DF. Na ocasião, o diretor do Sinpro-DF (Sindicato dos Professores) Cláudio Antunes explicou que a categoria reivindica a sexta parcela do reajuste salarial, que deveria ter sido paga em setembro.


— Não é um simples “não pagamento”. O governo está reduzindo nosso salário, porque a tabela de reajuste de setembro já está vigente e prevista em lei. Não vamos aceitar ficar sem reajuste nessa condição. Esperamos dois anos para receber R$ 120 brutos nesse mês, e nem isso o governo quer pagar. É um desaforo.

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Segundo informações do Sinpro-DF, são cerca de 32 mil professores que trabalham na rede pública de ensino. Se todos aderirem a greve, cerca de 500 mil alunos podem ser prejudicados.

Outras três categorias de servidores públicos também paralisaram as atividades, apesar de decisões judiciais que consideraram o movimento deles como ilegal: médicos e profissionais da Saúde, agentes socioeducativos e penitenciários. O governo prometeu cortar o ponto dos servidores que não voltarem ao trabalho, mas, ainda assim, eles seguem em greve.


Também estão em greve servidores do DER (Departamento de Estradas de Rodagem), do Hemocentro de Brasília, do Jardim Zoológico de Brasília, do Ibram (Instituto Brasília Ambiental), do IML (Instituto Médico Legal), do Procon (Instituto de Defesa do Consumidor), do Na Hora, do SLU (Serviço de Limpeza Urbana) e da Vigilância Sanitária do DF.

O GDF (Governo do Distrito Federal) argumenta que suspendeu os reajustes salariais dos servidores por uma impossibilidade orçamentária de manter o acordo firmado pela administração passada. A Casa Civil do DF espera os efeitos práticos de projetos que aumentam a arrecadação de impostos para discutir, no futuro, um calendário de implementação dos aumentos.

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