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Novo volta a acionar PGR e PF contra Toffoli por suposta interferência no caso Master

Com as duas representações protocoladas nesta segunda, ministro do STF torna-se alvo de oito representações relacionadas ao caso

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Partido Novo protocolou representações contra o ministro do STF, Dias Toffoli, alegando interferência no caso do Banco Master.
  • A bancada pede apuração de possíveis irregularidades e aponta que Toffoli teria adotado medidas atípicas ao relatar o processo.
  • Com as novas representações, Toffoli se torna alvo de oito ações relacionadas ao caso, incluindo pedidos de impeachment e suspeição.
  • Os parlamentares destacam a necessidade de uma investigação profunda e a independência da PGR e da Polícia Federal no processo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Na semana passada, outro pedido da legenda para a retirada de Toffoli do processo foi negado pela PGR Fellipe Sampaio /STF - 26.06.2025

A bancada do Partido Novo protocolou nesta segunda-feira (26) uma notícia-crime na PGR (Procuradoria-Geral da República) e uma Comunicação de Fatos à Polícia Federal contra o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli. Os parlamentares apontam uma interferência atípica do magistrado na condução de investigações envolvendo o Banco Master.

As representações foram assinadas pelo deputado Marcel van Hattem (RS), líder do partido na Câmara, pela deputada Adriana Ventura (SP) e pelo senador Eduardo Girão (CE). Nos documentos, o grupo pede a apuração de possíveis irregularidades relacionadas à atuação do ministro no caso.


Com as duas representações protocoladas nesta segunda, Toffoli passou a ser alvo de oito representações relacionadas ao caso. Na semana passada, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido para a retirada do ministro da relatoria do caso Master também assinado por parlamentares da bancada do Novo.

Procurado, o ministro Dias Toffoli não se manifestou. O espaço segue aberto.


Questionamentos dos parlamentares

Segundo os parlamentares, ao assumir a relatoria do processo, Toffoli teria adotado medidas que extrapolariam os limites da função jurisdicional. Entre os pontos citados, a bancada menciona a decisão do ministro de colocar o caso sob sigilo, transferir o inquérito para o STF por decisão monocrática e concentrar sob sua relatoria atos que, segundo os autores, deveriam permanecer sob condução da PF e do MPF (Ministério Público Federal).

Na Comunicação de Fatos encaminhada à PF, os parlamentares também citam decisões que, segundo eles, interferiram diretamente na dinâmica da investigação, como a determinação de que materiais apreendidos fossem lacrados e mantidos sob guarda do Supremo, além da escolha de peritos da PF para atuar no caso.


O documento afirma ainda que houve interferência na definição de prazos e na organização de depoimentos de investigados, além da realização de oitivas nas dependências do STF — o que, na avaliação da bancada, teria restringido a autonomia técnica da corporação.

Vínculos pessoais

Os parlamentares também mencionam reportagens jornalísticas que apontaram vínculos pessoais e familiares envolvendo o ministro e pessoas relacionadas ao núcleo investigado, além de movimentações patrimoniais ligadas a empreendimentos associados à família de Toffoli.


O pastor e empresário Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, é o dono dos fundos de investimento que compraram parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no interior do Paraná.

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Segundo o documento, esses elementos, analisados em conjunto, justificariam apuração aprofundada pelos órgãos de controle.

Na notícia-crime apresentada à PGR, o Novo sustenta que os fatos podem configurar, em tese, crimes como lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial, além da suposta interferência. A bancada pede que o órgão avalie a abertura de procedimento investigatório e a eventual inclusão do ministro no polo das apurações.

“A Procuradoria-Geral da República e a Polícia Federal precisam agir com independência e cumprir seu dever constitucional. A sociedade exige uma resposta clara das instituições de Estado. Este não é um caso que vai ser varrido para debaixo do tapete”, declarou Marcel van Hattem, por meio de nota.

Segundo os parlamentares, a iniciativa tem caráter institucional e não político. Eles afirmam que a atuação do Congresso inclui provocar os órgãos de controle sempre que houver indícios de irregularidades envolvendo autoridades da República, inclusive membros do Judiciário.

Representações contra Toffoli

A condução do inquérito do Banco Master pelo ministro Dias Toffoli motivou, até o momento, oito representações e iniciativas formais contra o magistrado em diferentes instâncias como a PGR, o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o Senado.

Das oito representações contra o ministro, cinco são pedidos de suspeição. Enquanto um desses pedidos já foi negado pela PGR, outros quatro aguardam um parecer de Paulo Gonet. Além das arguições para afastar o relator do caso Master, Toffoli é alvo de um pedido de impeachment protocolado no Senado.

As medidas incluem pedidos de suspeição, representações administrativas, notícias-crime e pedido de impeachment, que questionam desde possíveis conflitos de interesse até decisões consideradas atípicas do ponto de vista jurídico, além de ligações pessoais e familiares do relator com investigados no caso.

O Novo foi autor de diversas iniciativas relacionadas ao caso. O partido também informou que vai protocolar um pedido de impeachment do ministro Alexandre de Moraes na primeira semana após o recesso parlamentar, com apoiamento de mais de 100 congressistas.

Confira todas as iniciativas

  • Requerimento CPI do Banco Master no Senado (Eduardo Girão) - 29/11/2025;
  • Pedido de suspeição do Toffoli à PGR (Eduardo Girão) - 19/01/2025;
  • Pedido de devolução das quebras de sigilo do Master à CPMI do INSS - 20/01/2026;
  • Representação contra o ministro Dias Toffoli na PGR - 23/01/2026;
  • Representação contra o ministro Dias Toffoli na PF - 26/01/2026.
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