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‘O Trump nos taxou. Vou ficar lamentando? Não’, diz Lula, ao criticar tarifaço dos EUA

Em evento no sul do Brasil, presidente comemora resultados do governo no terceiro ano de mandato

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Lula critica tarifas comerciais dos EUA e afirma que Brasil não deve lamentar, mas buscar alternativas.
  • Durante evento no Rio Grande do Sul, assinou contratos de R$ 2,8 bilhões para ampliar a frota naval.
  • Destacou indicadores econômicos positivos, ressaltando a redução da dívida e o crescimento econômico.
  • O governador gaúcho, Eduardo Leite, foi hostilizado durante o evento ao falar sobre a necessidade de medidas fiscais para atrair investimentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Lula: 'Vou terminar o terceiro ano com a menor taxa de inflação, o menor desemprego' Reprodução/Gov - 20.01.2026

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira (20), em Rio Grande (RS), que o Brasil não deve adotar uma postura passiva diante de barreiras comerciais impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante cerimônia de anúncio de contratos do Programa Aberto, voltado à ampliação da frota naval brasileira.

“O Trump nos taxou. Vou ficar lamentando? Não. Vou arranjar alguém pra comprar”, disse Lula, ao comentar o tarifaço sobre produtos brasileiros determinado pelo presidente Donald Trump.


No evento, Lula assinou novos contratos, que preveem investimentos de R$ 2,8 bilhões e a geração de cerca de 6 mil postos de trabalho. O pacote inclui a construção de cinco navios gaseiros, 18 empurradores, 18 barcaças e o avanço de encomendas para navios do tipo Handy.

Durante o discurso, o presidente destacou indicadores econômicos do atual mandato e afirmou que o país saiu de uma situação de forte endividamento. “Nós pegamos um país quebrado, devendo cerca de R$ 30 bilhões. Hoje, o Brasil tem dinheiro a receber do Fundo Monetário Internacional”, ressaltou.


O presidente também defendeu a estrutura administrativa do governo federal e criticou discursos que associam redução de ministérios à eficiência. “Quanto menos ministérios você tem, mais incompetente você é. Não tem outra coisa”, salientou.

Segundo Lula, o governo deve encerrar o terceiro ano de mandato com resultados positivos em diferentes áreas. “Vou terminar o terceiro ano com a menor taxa de inflação de um mandato no Brasil, o menor desemprego, o maior crescimento da massa salarial e o maior fluxo de exportação do país”, descreveu.


Pedido de benefícios fiscais

O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, também participou da cerimônia, mas foi hostilizado por parte do público durante sua fala. Ele precisou interromper o discurso por alguns instantes para pedir silêncio.

“Eu e o presidente fomos eleitos pelo mesmo povo e peço respeito”, frisou o governador, ao retomar a palavra.


Na sequência, Leite defendeu medidas fiscais para estimular investimentos no estado, como abatimentos de impostos federais, entre eles o IPI e o Imposto de Renda. Segundo o governador, é necessário corrigir distorções para aumentar a competitividade do Rio Grande do Sul. “É preciso corrigir essa profunda distorção para atrair investimentos. O estado precisa de benefícios fiscais”, declarou.

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