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‘Obsessão com o passado’ dos últimos governos é responsável por crise econômica, diz CNA

Entidade aponta paralisia institucional alimentada por Lula e Bolsonaro, e alerta para danos após medidas e disputas ideológicas

Brasília|Do R7, em Brasília

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Lula e Bolsonaro são criticados em carta da CNA Montagem sobre fotos de Ricardo Stuckert/PR - 10.07.2025 e Gustavo Moreno/STF - 25.03.2025

A CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) divulgou nota pública nesta terça-feira (15) cobrando maturidade do sistema político e criticando o que chamou de “sequestro da agenda nacional por disputas ideológicas”.

A publicação ocorre após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinar o decreto regulamentando a Lei da Reciprocidade, medida tomada em resposta à decisão de Donald Trump de impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros.


Sem citar nomes diretamente, mas em crítica direta a Lula, Jair Bolsonaro e ao Congresso Nacional, a CNA traça um diagnóstico duro sobre os impactos de decisões políticas no cenário econômico.

A entidade afirma que a economia “segue à margem” de um debate contaminado por disputas pessoais e radicais, tanto no governo quanto na oposição. “O país tem sido governado, direta ou indiretamente, por uma obsessão com o passado”, aponta a nota.


Na avaliação da confederação, tanto a base governista quanto setores bolsonaristas alimentam um ambiente tóxico, que enfraquece instituições, afugenta investimentos e compromete a previsibilidade regulatória.

Contaminação dos interesses econômicos

O gesto do ex-presidente norte-americano Donald Trump em defesa de Jair Bolsonaro, e a reação imediata do governo Lula com o uso da Lei da Reciprocidade, são apresentados como evidências da contaminação do debate por motivações políticas que não dialogam com os interesses econômicos do país.


“O Brasil volta às manchetes internacionais não por suas oportunidades, mas por suas crises políticas pessoais”, diz a CNA. A entidade também critica o Congresso e o Judiciário, destacando o que vê como perda de foco em temas estruturantes, como a segurança jurídica e a recuperação da confiança empresarial.

A nota afirma ainda que o governo atual, em vez de liderar uma agenda de pacificação e pragmatismo, “optou por reabrir feridas políticas” e sustenta antagonismos.


Já a oposição, centrada em discursos revisionistas e em confrontos sistemáticos com o Executivo, contribui para o impasse. “Nenhum investidor aposta num país preso em disputas do passado”, alerta o texto.

A CNA encerra o comunicado com um apelo direto: “A economia não pode continuar sendo refém de narrativas políticas que alimentam extremos e paralisam decisões. O Brasil precisa voltar a olhar para frente.”

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