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Operação de derrubadas na orla do Lago Paranoá passa pela casa da família de fundador da Gol

Filha de Nenê Constantino se comprometeu a retirar cercas por conta própria

Brasília|Do R7

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Tratores retiraram cercas vivas em dois lotes do Lago Paranoá na manhã desta quinta-feira (27)
Tratores retiraram cercas vivas em dois lotes do Lago Paranoá na manhã desta quinta-feira (27)

A casa da família de Nenê Constantino, fundador da Gol Linhas Aéreas, foi alvo da operação de retiradas de construções irregulares na orla do Lago Paranoá, na chamada Península dos Ministros, nesta quinta-feira (27).

De acordo com informações da Agefis (Agência de Fiscalização do Distrito Federal), a mansão pertence à Auricélia Constantino, filha de Nenê. A família, porém, recuou diante da operação, e se comprometeu a retirar cercas vivas e alambrados por conta própria, enquanto o Ibram (Instituto Brasília Ambiental) demarcou o novo limite do lote.


Por ocuparem áreas públicas na margem do Lago Paranoá, a área verde e a quadra de tênis do quintal da casa de Constantino serão liberadas para o uso da população após liberação do Ibram.

Na QL 12, duas mansões oficiais do Governo Federal (uma da Marinha e outra do Ministério da Fazenda) e duas de embaixadas (Paises Baixos e Alemanha) estão no trajeto da operação. Por enquanto, a Agefis aguarda um acordo com a União nos dois casos antes de iniciar as retiradas, que deve sair nos próximos 30 dias.


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Ao todo, a operação já passou por 15 lotes dos 47 previstos nesta 1º etapa de derrubadas de construções em até 30 m nas margens dos Lagos Sul e Norte. Nesta quinta-feira, no 4º dia dos trabalhos, foram retiradas cercas vivas e alambrados em duas casas durante a manhã.

As operações de retirada e derrubada vão cumprir uma decisão tomada pela Justiça em 2011. O MPDFT (Ministério Público do Distrito Federal e Territórios) entrou com ação pedindo a desocupação da área de preservação ambiental por entender que, além de ser pública, as ocupações comprometem a saúde dos recursos hídricos. Segundo o governo, os moradores foram notificados sobre as derrubadas em abril deste ano.


Nestes locais, apenas píeres e quadras poliesportivas serão mantidos, caso não estejam causando danos ambientais. A operação também não demolirá nenhuma casa na orla do lago. À medida que a orla for desobstruída, o Ibram e a Novacap (Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil) prometem reconstituir a paisagem, fazer ciclovias e instalar bancos para oferecer conforto aos futuros visitantes.

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