Partido Liberal repudia rejeição de pedido de prisão domiciliar para Bolsonaro
Manifestação ocorre após ex-presidente ter caído e batido a cabeça na madrugada desta terça
Brasília|Do Estadão Conteúdo

O Partido Liberal publicou uma nota nesta terça-feira (6), em que diz estar “inconformado” com o acidente ocorrido com o ex-presidente Jair Bolsonaro na cela da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, e pediu a reconsideração do pedido de prisão domiciliar pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
A manifestação ocorre após Bolsonaro ter caído e batido a cabeça na madrugada desta terça-feira (6). O ex-presidente foi reconduzido ao hospital DF Star, onde havia passado por cirurgias durante o Natal e o Réveillon.
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“O Partido Liberal vem a público repudiar de forma veemente a rejeição ao pedido de prisão domiciliar a Jair Messias Bolsonaro solicitado após a sua alta hospitalar em 29/12/25. Manter Jair Messias Bolsonaro preso na Polícia Federal é incabível”, diz o partido.
A legenda prossegue: “Estão mantendo encarcerado um homem com 70 anos de idade, recém-operado, com saúde debilitada em decorrência da facada que levou em 2018, em tentativa de assassinato político que, até hoje, encontra-se em investigação”.
A sigla também enalteceu Bolsonaro como “a maior liderança conservadora deste País” e diz que a justificativa de ameaça à ordem pública é “inaceitável”.
“O Partido Liberal está inconformado com o acidente ocorrido com Jair Bolsonaro na cela da PF e, sendo o maior partido de direita do Brasil, registra a indignação dos seus filiados e dá voz a milhões de cidadãos conservadores deste país que estão ao lado de Jair Messias Bolsonaro e sua família”, diz a nota. “Confiamos em Deus, na Justiça e pedimos a reconsideração da Suprema Corte Brasileira”, completa.
Bolsonaro está condenado a 27 anos e três meses de prisão, no âmbito do processo da trama golpista. O relator do inquérito no STF, Alexandre de Moraes, rejeitou em 1º de janeiro o pedido da defesa de Bolsonaro em favor da prisão domiciliar. Para o magistrado, o ex-presidente não apresentou “fatos supervenientes” para deferir a solicitação.
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