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‘Perseguição política’ e soberania do voto: saiba por que relator quer livrar Zambelli de cassação

Diego Garcia questiona julgamento e defende manutenção de cargo a deputada presa na Itália

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Deputado Diego Garcia propõe livrar Carla Zambelli da cassações, alegando "perseguição política".
  • Relatório destaca falta de provas para justificar perda do mandato da deputada, condenada por invasão ao sistema do CNJ.
  • O caso ainda será analisado pela CCJ da Câmara, com desfecho esperado para a segunda semana de dezembro.
  • Zambelli enfrenta condenações e um processo de extradição após fugir para a Itália para evitar cumprir pena.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Processo na Câmara pode encerrar mandato de Carla Zambelli (PL-SP) Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 17.12.2024

A avaliação de que Carla Zambelli (PL-SP) sofreu “perseguição política” e que a continuidade do mandato dela como parlamentar, mesmo presa na Itália, seria uma forma de “soberania do voto”, foram algumas das justificativas apresentadas pelo deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) para livrar Zambelli da cassação.

O relatório, apresentado formalmente nesta terça-feira (2), e ainda pendente de análise na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça), considera que faltam provas para justificar a perda do cargo de Zambelli como deputada.


A análise ainda questiona a própria condenação contra Zambelli por invasão aos sistemas do CNJ (Conselho Nacional de Justiça). Segundo Garcia, a decisão da Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), que condenou a deputada e ordenou o fim do mandato, foi baseada em depoimentos do hacker Walter Delgatti Neto, em declarações que não seriam confiáveis.

“Os depoimentos de Walter Delgatti não atingem o ‘salto de verificabilidade’ necessário para que um enredo plausível se converta em narrativa confiável. Diante das contradições e oscilações reiteradas, a credibilidade global de suas declarações permanece seriamente comprometida”, afirma o deputado.


Garcia não citou no relatório que a decisão pela condenação de Zambelli se deu de forma unânime na Primeira Turma da Corte, mas sustentou que a mudança ligada ao cargo dela como deputada afetaria 946 mil votos recebidos em 2022. Ele também marcou posição de que uma decisão final compete à Câmara.

“A perda automática desse mandato, ou de qualquer outro, sem processo interno e sem deliberação da Casa, significaria permitir que um Poder da República anulasse, sem contraditório, a vontade soberana do eleitorado, instaurando perigoso precedente de interferência judicial sobre a representação popular”, diz.


O deputado afirma, ainda, que a situação de Zambelli não pode ser avaliada como “perseguição política” e que isso poderia impactar o Legislativo.

Cassação de Zambelli

O processo de cassação ainda depende de votação da CCJ da Câmara, mas o desfecho deve ficar apenas para a segunda semana de dezembro, atendendo pedidos para mais tempo de análise.


Deputados podem concordar ou discordar do texto e, independente do resultado, o caso segue para análise do plenário da Câmara.

Mesmo se for absolvida pela condenação pelo CNJ, a deputada ainda pode perder o cargo por número de faltas. Regras da Câmara preveem que um parlamentar pode ser suspenso se atingir 1/3 das faltas em um ano.

Duas condenações

A deputada foi condenada pela Justiça brasileira, em maio deste ano, por invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça. Como pena, a Primeira Turma do STF estipulou 10 anos de prisão e a perda do cargo como parlamentar. A decisão foi unânime.

No entanto, a parlamentar fugiu para a Itália para não cumprir a pena e, atualmente, enfrenta um processo de extradição, voltado para passar a cumprir a pena no Brasil.

Em outro caso, Zambelli também foi condenada por perseguir, com um revólver em punho, um eleitor que criticava o ex-presidente Bolsonaro. A decisão, de agosto, conclui denúncia apresentada antes das eleições de 2022 em São Paulo.

O STF a condenou a cinco anos e três meses de prisão por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo. Essa condenação não está relacionada ao pedido de cassação do mandato como parlamentar.

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