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PF mira influenciadores após prisão de Vorcaro por tentativa de ‘enfraquecer o Estado’

André Mendonça entende que atuação do grupo não é inocente e cita ação coordenada dos ‘profissionais do crime’

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal investiga influenciadores digitais envolvidos em manipulação da opinião pública para interesses de Daniel Vorcaro.
  • O projeto "DV" visava desacreditar o Banco Central enquanto o Tribunal de Contas da União reavaliava uma decisão sobre o Banco Master.
  • As autoridades citam uma organização criminosa com atividades de monitoramento e intimidação de jornalistas e servidores públicos.
  • Ministro do STF, André Mendonça, justifica prisões como método de garantir a ordem pública e evitar obstruções às investigações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

PF está atrás de influenciadores supostamente pagos por Daniel Vorcaro Banco Master/Divulgação/Arquivo

As provas reunidas na terceira fase da operação Compliance Zero devem reforçar apurações sobre a contratação de influenciadores digitais como instrumento para manipulação da opinião pública e defesa de interesses do grupo investigado, supostamente comandado por Daniel Vorcaro.

De acordo com a Polícia Federal, o acordo denominado “Projeto DV” começou a ser executado em dezembro do ano passado. O objetivo seria “atacar a reputação do Banco Central no mesmo período em que o Tribunal de Contas da União emitia sinais de que desfaria a liquidação extrajudicial do Banco Master, anulando assim uma decisão da Autarquia Federal”.


Segundo a decisão do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça, que determinou a prisão de Vorcaro e mais três pessoas, a atuação do grupo não tem caráter inocente, sobretudo diante da ação coordenada descrita como prática de “profissionais do crime”.

As investigações apontam captação ilícita de servidores públicos e tentativa de influenciar a opinião pública contra agentes do Estado envolvidos na apuração.


O grupo buscou, segundo o documento, “construir um cenário favorável de enfraquecimento do Estado e permanência da delinquência alcançada, mesmo que para isso tenham que se utilizar de atos de violência física e coação por meio de sua milícia”.

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Papel de Vorcaro

Relatórios da Polícia Federal indicam atuação de Vorcaro como líder de organização suspeita de ameaça, corrupção, lavagem de dinheiro e invasão de dispositivos informáticos.


O grupo, chamado internamente de “A Turma”, funcionaria como “milícia privada”, com estrutura destinada a monitoramento ilegal e intimidação de jornalistas, autoridades e concorrentes.

Além do banqueiro, aparecem nas investigações:


Conforme os autos, havia ordens diretas para monitoramento clandestino e intimidação de desafetos, ex-empregados e profissionais de imprensa.

Para Mendonça, as prisões ocorridas nessa quarta-feira (4) atendem à garantia da ordem pública e econômica, à conveniência da instrução criminal — com prevenção de destruição de provas ou coação de testemunhas — e à interrupção das atividades do grupo.

Banco Master: os núcleos apontados pela Operação Compliance Zero Arte/R7

Interpol e FBI

Mendonça afirma haver indícios de acesso indevido a sistemas restritos de órgãos públicos.

Segundo a decisão, Luiz Phillipi Mourão realizava consultas e extrações de dados, inclusive em bases vinculadas ao FBI e à Interpol.

O ministro também aponta indícios de recebimento de R$ 1 milhão por participação nas atividades ilícitas.

Defesa de Vorcaro nega irregularidades

Em nota, o banqueiro afirmou que sempre esteve à disposição das autoridades, colaborando de forma transparente com as investigações desde o início, e jamais tentou obstruir o trabalho das autoridades ou da Justiça.

“A defesa nega categoricamente as alegações atribuídas a Vorcaro e confia que o esclarecimento completo dos fatos demonstrará a regularidade de sua conduta. Reitera sua confiança no devido processo legal e no regular funcionamento das instituições.”

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