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PGR recomenda assistência religiosa a Bolsonaro, mas se diz contra Smart TV dentro da cela

Parecer de Paulo Gonet recomenda que Bolsonaro possa reduzir tempo de pena pela leitura de livros

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A PGR recomenda assistência religiosa a Jair Bolsonaro, preso em Brasília.
  • O órgão não concorda com a instalação de uma Smart TV na cela do ex-presidente.
  • Bolsonaro pode ter pena reduzida pela leitura de livros, conforme a PGR.
  • Visitas de líderes religiosos a Bolsonaro devem respeitar normas e ter fins espirituais.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pedidos da defesa de Bolsonaro ainda serão analisados por Moraes Tânia Rego/Agência Brasil/Arquivo

A PGR (Procuradoria-Geral da República) recomendou ao STF (Supremo Tribunal Federal) nesta quarta-feira (14) a concessão de assistência religiosa ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso na Superintendência da Polícia Federal em Brasília, mas se manifestou contra a autorização para a instalação de uma Smart TV dentro da cela dele.

No parecer, enviado ao ministro Alexandre de Moraes, a PGR defende, além do deferimento do pedido de assistência religiosa, a autorização para que Bolsonaro possa ter a pena reduzida por meio da leitura.


O órgão também disse ser a favor de que a Comissão de Direitos Humanos e Participação Legislativa do Senado faça uma vistoria nas celas da Superintendência Regional da Polícia Federal de Brasília.

Por que a PGR não recomenda instalação de Smart TV na cela de Bolsonaro?

Em relação ao pedido de acesso a aparelho de Smart TV, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que a solicitação não se mostra razoável.


Segundo o documento, a conexão permanente do aparelho à internet inviabilizaria o controle de restrições impostas a Bolsonaro, como proibição de acesso a redes sociais e de comunicação com terceiros não autorizados.

Por outro lado, Gonet destacou que o acompanhamento de notícias por parte de Bolsonaro pode ser garantido por outros meios que não comprometam as determinações judiciais nem a disciplina interna do estabelecimento prisional.


Assistência religiosa

Sobre a assistência religiosa, Gonet destacou que o artigo 24 da Lei de Execução Penal assegura às pessoas privadas de liberdade o direito à liberdade de culto e à posse de livros de instrução espiritual.

Segundo ele, as pessoas que forem autorizadas a prestar essa assistência a Bolsonaro devem visitar o ex-presidente na prisão estritamente na condição de líderes religiosos, e não como agentes políticos, e observadas as normas de visitação da unidade prisional.


O encontro, segundo o parecer de Gonet, deve se limitar a fins espirituais. O procurador-geral recomendou que eventuais visitas com outras finalidades sejam previamente e formalmente requeridas nos autos.

Quanto à solicitação da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), na condição de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado, o parecer aponta que a vistoria pretendida se enquadra nas atribuições fiscalizatórias do colegiado, não havendo impedimento para a sua realização.

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