Brasília Polícia federal prende grupo que invadiu site gerenciado pelo STF

Polícia federal prende grupo que invadiu site gerenciado pelo STF

Mandados de prisão e de busca e apreensão são cumpridos em São Paulo e no Paraná; invasão ocorreu na Rádio Justiça

  • Brasília | Do R7, em Brasília

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná

Agentes da PF cumprem mandados de busca e apreensão em São Paulo e no Paraná

DIVULGAÇÃO/POLÍCIA FEDERAL

A Polícia Federal deflagrou a Operação Jakarta, na manhã desta quinta-feira (7), para prender um grupo responsável por ataques cibernéticos ao Portal da Rádio Justiça, plataforma gerenciada e mantida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

São cumpridos dois mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva em São Paulo, além de dois mandados de busca e apreensão no Paraná, sob ordem da 15ª Vara da Justiça Federal no Distrito Federal.

De acordo com a Polícia Federal, a investigação mostra que a Secretaria de Tecnologia da Informação do STF detectou o acesso de três indivíduos aos servidores da plataforma em 23 de março de 2021. Eles exploraram uma vulnerabilidade no site www.radiojustiça.jus.br, o que teria permitido o acesso indevido aos servidores nos quais também está hospedado o sistema de consulta de peças processuais do STF (eSupremo).

"Os crimes apurados são de invasão de dispositivo informático e interrupção ou perturbação de serviço telegráfico, radiotelegráfico ou telefônico, impedir ou dificultar-lhe o restabelecimento, ambos previstos no Código Penal, além do crime de corrupção de menores, com previsão no Estatuto da Criança e do Adolescente", informou a Polícia Federal.

Em nota, o STF informou que "o episódio no site da Rádio Justiça mencionado, em março do ano passado, permitiu que o STF promovesse uma série de melhorias de segurança no seu portal e nos seus sistemas, que passam por constante aprimoramento. Não houve nenhum tipo de acesso, comprometimento ou sequestro de qualquer dado relevante ou sigiloso. Técnicos e especialistas do Supremo acompanham a apuração, que corre sob sigilo."

Últimas