Brasília Polícia pede prisão preventiva de PM acusado de agiotagem

Polícia pede prisão preventiva de PM acusado de agiotagem

O pedido, segundo a Polícia Civil, leva em conta a segurança das vítimas do policial militar, do irmão dele e de comparsas

  • Brasília | Kelly Almeida e Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Ronie tinha o hábito de ostentar nas redes sociais

Ronie tinha o hábito de ostentar nas redes sociais

Reprodução

A DRF/Corpatri (Divisão de Repressão a Roubos e Furtos) da Polícia Civil do Distrito Federal pediu a conversão da prisão temporária de Ronie Peter Fernandes da Silva em preventiva. Sargento da PM do DF, ele foi preso nesta terça-feira (16) suspeito de operar um grupo criminoso de agiotas que movimentou milhões de reais. Segundo a corporação, o pedido leva em conta "o teor dos documentos apreendidos na casa dos alvos da Operação SOS Malibu" e os depoimentos colhidos nos últimos dois dias.

O pedido de conversão da prisão temporária em preventiva vale, ainda, para o irmão do PM, Thiago Fernandes da Silva. Além da dupla, policiais prenderam outras quatro pessoas. Vítimas denunciaram os irmãos por agiotagem e extorsão. O sargento usaria o poder de policial para fazer as cobranças.

"O pedido visa preservar a vida e a integridade física dos endividados e garantir a eficaz instrução, evitando o desaparecimento de bens dados como garantia e bens que serão objeto de medidas judiciais", afirma a nota divulgada pela Corpatri. Segundo o R7 apurou, a dupla tomava carros e imóveis de quem não conseguia pagar as dívidas e juros cobrados pelo bando. Thiago é apontado como o mais agressivo dos cobradores.

De acordo com a polícia, o bando usava empresas para fazer a movimentação financeira. Dona de uma loja de estética em Águas Claras com faturamento mensal de aproximadamente R$ 110 mil, por exemplo, Raiane Gonçalves Campelo movimentou, em contas pessoais, cerca de R$ 8,8 milhões entre janeiro e agosto deste ano.

Entre fevereiro e agosto deste ano, um mercado em Taguatinga em nome de Ronie, Thiago e do pai deles, Djair Baia da Silva, movimentou R$ 8,5 milhões, enquanto o faturamento mensal do estabelecimento é de aproximadamente R$ 30 mil. Policiais também descobriram que os suspeitos faziam saques de até R$ 800 mil em agências bancárias da capital federal.

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