Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Prazo para Lula sancionar projeto que amplia licença-paternidade termina nesta terça-feira

Período de afastamento após o nascimento do filho subirá de 5 para 20 dias de forma gradual até 2029

Brasília|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Prazo para o presidente Lula sancionar projeto de licença-paternidade termina nesta terça-feira (31).
  • Licença será ampliada gradualmente de 5 para 20 dias até 2029.
  • Lei garante estabilidade no emprego e remuneração proporcional durante a licença.
  • Suspensão da licença poderá ocorrer em casos de violência doméstica ou abandono material.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Atualmente, os pais de recém-nascidos têm apenas cinco dias afastados do trabalho Reprodução/Pexels

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem até esta terça-feira (31) para sancionar o projeto de lei que amplia o período da licença-paternidade de forma gradual nos próximos três anos.

O texto foi aprovado pela Câmara em novembro de 2025 e pelo Senado no início de março. Atualmente, os pais de recém-nascidos têm direito a apenas cinco dias de afastamento do trabalho.


Se sancionada, a licença passará para 10 dias em janeiro de 2027, aumentará para 15 em 2028 e chegará a 20 dias a partir de 2029.

A lei também garante estabilidade no emprego por 30 dias após o retorno ao trabalho e assegura até 120 dias de afastamento ao pai em caso de falecimento ou incapacidade da mãe.


Leia mais

O projeto ainda prevê outros benefícios em situações específicas:

  • Em caso de filhos com deficiência, o período de licença terá acréscimo de um terço;
  • O direito será estendido a adotantes e a casos de guarda judicial para adoção.

No entanto, a licença-paternidade será suspensa ou indeferida em caso de violência doméstica ou abandono material praticado pelo pai.


Salário-paternidade

Pela nova lei, o trabalhador continuará sendo remunerado durante os dias de afastamento. O salário-paternidade será proporcional à duração do benefício, de acordo com a sua remuneração integral.

A empresa deve pagar o salário-paternidade ao empregado e descontar o valor da contribuição ao INSS. Portanto, o custo é arcado pelo governo federal por meio do Regime Geral de Previdência Social, assim como ocorre com a licença-maternidade.


A proposta aprovada pelo Congresso Nacional cria o salário-paternidade como benefício previdenciário e regulamenta o direito previsto desde a Constituição de 1988, que estava pendente.

Na semana passada, a Câmara aprovou o projeto de lei complementar que retira esses gastos do limite de despesas previsto no arcabouço fiscal. A proposta também aguarda a sanção presidencial.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.