Presidente do Cade apoia regulação do mercado digital, contanto que não iniba inovação
Alexandre Cordeiro conversou com exclusividade com a RECORD; assista à íntegra da entrevista às 23h15 desta quarta-feira
Brasília|Do R7

Alexandre Cordeiro, presidente do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), afirma que a regulação do mercado digital é um ponto relevante em diversos países, como Alemanha, Inglaterra e Japão, e o Brasil também discute a ideia. Para ele, a regulação deve ser feita com cautela para não ser restritiva.
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“Existe uma preocupação de não inibir a inovação. É um mercado muito dinâmico e às vezes a regulação é muito amarrada. Dependendo da moldura que você colocar, você pode inibir algumas inovações, visto que se aumenta custos de transação e se cria uma série de problemas”, detalha.
Em entrevista exclusiva à RECORD, Cordeiro explica que o mercado digital possui características que incentivam o monopólio. Ideias inovadoras tendem a chamar o público, que costuma se manter em um aplicativo utilizado por muitas pessoas.
Como exemplo, ele cita o aplicativo WhatsApp, utilizado para conversas pela maioria da população brasileira. Ele conta que a abundância de usuários é justamente o que atrai usuários e dificulta o surgimento de competição.
“A própria característica desse mercado digital já gera, naturalmente, uma concentração por conta do efeito de rede”, resume. Segundo o presidente, uma regulação serviria para não permitir que os donos dos monopólios de rede abusem de sua posição dominante.
“O importante da regulação é que a gente tem que ter muita consciência de que o nível de regulação tem que ser o nível adequado, para a gente evitar os abusos”, diz.
Cordeiro explica que o Cade possui três funções principais: o combate de infrações de ordem econômica, a análise de fusões e aquisições de empresas e a defesa da concorrência através do controle de estruturas. Assista à entrevista exclusiva de Alexandre Cordeiro à Record News nesta quarta-feira, às 23h15.















