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Primeira reunião sobre soluções para ‘penduricalhos’ vai ocorrer na próxima quarta-feira

Grupo vai discutir proposta para teto remuneratório e regra de transição sobre pagamentos acima do limite

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Presidente do STF nomeou comissão técnica para discutir teto remuneratório.
  • Primeira reunião está marcada para quarta-feira, 4 de março.
  • Grupo deve apresentar solução até 20 de março, focando em responsabilidade fiscal.
  • Suspensão de penduricalhos no serviço público foi determinada em fevereiro pelo STF.

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04/02/2026 - Brasília - O presidente do STF, Edson Fachin durante cerimônia de assinatura do Pacto Brasil de Enfrentamento ao Feminicídio. Palácio do Planalto. Brasília (DF) - Brasil. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
Fachin definiu nomes que vão discutir proposta de consenso entre os Três Poderes Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil - 4.2.2026

O presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Edson Fachin, nomeou integrantes da comissão técnica dos Três Poderes que discutirá uma proposta para teto remuneratório e regra de transição sobre os chamados “penduricalhos” no serviço público. A primeira reunião está marcada para a próxima quarta-feira (4).

O grupo terá de apresentar uma solução definitiva, que passe tanto pela edição de uma lei nacional, quanto pela manutenção da responsabilidade fiscal.


O grupo vai atuar até o dia 20 de março em busca da construção de uma solução coordenada, transparente e fiscalmente responsável para a questão das remunerações acima do teto.

Ao término dos trabalhos, será encaminhada nota técnica às presidências do STF, Senado e Câmara dos Deputados e à Casa Civil da Presidência da República com a síntese das discussões e dos encaminhamentos.


Em fevereiro, os ministros do STF Flávio Dino e Gilmar Mendes suspenderam os pagamentos de penduricalhos no serviço público.

Dino determinou a suspensão de verbas não previstas expressamente em lei e fixou prazo de 60 dias para que Judiciário, Legislativo e Executivo — nas esferas federal, estadual e municipal — revisem pagamentos que extrapolem o teto.


Ele também proibiu a criação de novas parcelas ou o reconhecimento de valores retroativos que resultem em supersalários até que o Congresso regulamente o tema.

Por sua vez, Gilmar suspendeu pagamentos a juízes e membros do Ministério Público baseados em leis estaduais e atos administrativos que vinculam automaticamente subsídios locais aos valores pagos a ministros do STF e ao procurador-geral da República.


A cautelar fixou prazo de 60 dias para a interrupção de verbas amparadas em normas subnacionais e 45 dias para ajustes administrativos, além de restringir a atuação de conselhos como o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) e o CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) na criação de parcelas indenizatórias.

O plenário do STF começou a julgar na semana passada se referenda as decisões, mas a análise das decisões foi adiada e será retomada em 25 de março. Até lá, o Supremo espera que a comissão técnica dos Três Poderes apresente uma proposta de consenso.

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