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Priorizar o povo no Orçamento é 'questão de escolha', diz Galípolo, indicado ao Banco Central

Caso o Senado aprove, o ex-secretário-executivo da Fazenda no governo Lula assumirá vaga de diretor de Política Monetária

Brasília|Bruna Lima, do R7, em Brasília

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Senado sabatina Gabriel Galípolo
Senado sabatina Gabriel Galípolo Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Sabatinado na manhã desta terça-feira (4) na Comissão de Assuntos Econômicos do Senado, o economista Gabriel Galípolo, indicado para assumir o cargo de diretor de Política Monetária do Banco Central, usou a fala inicial no colegiado para destacar o compromisso de enfrentar a questão dos altos juros e o controle das taxas cambiais, caso tenha o nome confirmado pelos senadores.

Galípolo também fez uma análise otimista das projeções econômicas e disse que priorizar políticas sociais no Orçamento é "uma questão de escolha”.


“O debate republicano, à luz do sol, sobre os gastos tributários derrubou e afastou a tese de que não existe alternativa e que o povo não cabe no Orçamento. É uma questão de escolha”, afirmou o economista.

Galípolo, que é ex-secretário-executivo do governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), defendeu os planos econômicos adotados pela atual gestão. Segundo ele, a equipe econômica decidiu “trilhar um caminho mais difícil” ao tentar alinhar as políticas econômica e fiscal.


O indicado citou a aprovação da PEC do estouro para a liberação de verbas destinadas a programas sociais, além da elaboração do marco fiscal como medidas que conduzem a um cenário otimista, com valorização da moeda e projeções de crescimento mais elevado, menor inflação e redução das taxas de juros.

No entanto, o economista disse que ameaças externas podem afastar o otimismo, mas apostou nas reservas internacionais como “fronteira de proteção para choques externos”.


A única solução é crescer e%2C para isso%2C é preciso seguir com a agenda econômica que vem sendo enfrentada em conjunto com Executivo%2C Legislativo e Judiciário.

(Gabriel Galípolo)

Galípolo finalizou a fala ressaltando a democracia como valor superior e disse que “não cabe a nenhum economista impor o destino econômico do país à revelia da vontade democrática”.

O economista é o indicado pelo presidente Lula para assumir a vaga do diretor Bruno Serra Fernandes. Ele foi recebido de forma positiva pelos integrantes do Banco Central e tem boa relação com o atual presidente da instituição monetária, Roberto Campos Neto.

A previsão é que, após a sabatina na CAE, o nome dele e do servidor de carreira Ailton de Aquino, para diretor de Fiscalização, sejam apreciados já nesta terça-feira (4) no plenário do Senado.

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