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PT defende criação de Ministério da Segurança Pública e líderes articulam debate para 2026

Para ala do partido, segurança pública será um ponto decisivo na campanha eleitoral; outro grupo, porém, acha delicado priorizar tema

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • PT defende a criação de um ministério exclusivo da Segurança Pública, separado do ministério da Justiça.
  • Após divergências, partido chega a uma posição consensual sobre a importância do novo ministério.
  • Existem duas visões no PT: uma que considera a segurança um tema crucial para a eleição, e outra que sugere cautela ao abordar o assunto.
  • Deputado José Guimarães acredita que a inclusão do ministério no programa de governo repercutiria positivamente nas eleições de 2026.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Edinho: 'Criação [da Pasta] é posição de consenso no PT. Não significa que é posição do governo' Bruno Spada/Câmara dos Deputados - 28.08.25

O PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu, em reunião do Diretório Nacional neste sábado (6), manter posição em defesa da criação de um ministério exclusivo da Segurança Pública, desmembrado do ministério da Justiça.

O tema foi alvo de divergências dentro do partido durante esta semana, mas, segundo o presidente da legenda, Edinho Silva, agora há uma posição consensual depois da reunião.


“Essa é uma posição de consenso no partido — a importância da criação do ministério da Segurança Pública. Não significa que é uma posição do governo”, ressaltou.

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O PT havia retirado da resolução do partido, na sexta-feira (5), um trecho em que pedia a criação dessa pasta. Neste sábado, porém, recuou novamente.


O líder do governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães (PT-CE), afirmou que há duas teses na legenda sobre segurança pública.

“Há duas visões: uma que acha que o tema da segurança terá grande peso na eleição e outra visão que acredita que não devemos trazer para o nosso colo esse tema. Mas acho que precisamos ter todo o cuidado necessário”, avaliou.


Para Guimarães, que também é presidente o Grupo de Trabalho Eleitoral do PT, haveria uma repercussão positiva se a criação do ministério da Segurança Pública estivesse no programa de governo para a reeleição.

“Se indicarmos no nosso programa de governo que vai ser consolidado agora, acho que repercute positivamente”, observou. “É uma pauta para 2026.”


Ao abordar a crise na segurança, com o avanço das facções criminosas, a primeira versão do texto petista, obtida pela reportagem, apresentava um trecho que contemplava a maioria da cúpula do partido.

“O Brasil precisa de um Ministério da Segurança Pública e de uma política nacional articulada, com foco em inteligência, combate aos paraísos financeiros do crime organizado e proteção das comunidades”, dizia o documento.

O titular da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e secretários da pasta são contra a divisão do ministério, sob o argumento de que ela enfraqueceria até mesmo o combate ao crime organizado. Em uma nova configuração, a Polícia Federal, por exemplo, não ficaria mais subordinada ao Ministério da Justiça.

A reunião do Diretório Nacional terminou neste sábado (6), ainda aguardando últimos ajustes para divulgar a resolução final do encontro. “São quatro textos, vão juntar para ficar um só”, contou Edinho Silva.

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