Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

Quase metade dos brasileiros culpa governo pela crise de intoxicação por metanol

Governo foi considerado como o principal culpado por não dispor de sistema que ateste que bebidas vendidas são verdadeiras

Brasília|Débora Sobreira, do R7, em Brasília*

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • 44,8% dos brasileiros culpam o governo pela crise de intoxicações por metanol em bebidas adulteradas.
  • A população critica a falta de um sistema de fiscalização que comprove a autenticidade das bebidas.
  • 41% acreditam que a Receita Federal não está preocupada o suficiente com o controle de produtos no mercado.
  • Após os casos de contaminação, 47,1% dos entrevistados expressaram preocupações ao comprar bebidas alcoólicas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Casos de intoxicação por metanol remodelaram hábitos de consumo de álcool entre brasileiros Freepik/Reprodução

Uma pesquisa de opinião pública revelou que 44,8% da população brasileira culpa o governo pela crise de intoxicações por metanol em bebidas alcoólicas falsificadas, que provocou ao menos 73 casos e 22 mortes no ano passado.

Na avaliação dos entrevistados pela pesquisa, o governo foi o principal responsável por não dispor de um sistema de fiscalização que ateste que as bebidas vendidas são verdadeiras. O R7 pediu um posicionamento do Ministério da Saúde e aguarda retorno.


De acordo com o levantamento, 26% atribuem a culpa aos estabelecimentos que comercializam bebidas adulteradas, enquanto 20,7% culpam a própria população por não verificar a procedência dos produtos consumidos.

leia mais

Além de avaliarem que o governo foi o maior culpado pela crise, a maior parte dos entrevistados reprovou o trabalho de fiscalização da Receita Federal.


Ao todo, 41% dos brasileiros acreditam que a instituição não está suficientemente preocupada com o controle de produtos comercializados no Brasil, enquanto 69,6% afirmam confiar pouco (40,8%) ou não confiar (28,8%) no órgão. Por outro lado, 26,2% dizem confiar na Receita.

“Os resultados do levantamento mostram que a população está atenta e informada sobre a crise do metanol e, sobretudo, cobra responsabilidade do poder público. Há uma percepção clara de que falhas estruturais de fiscalização e controle contribuem para a entrada de produtos adulterados no mercado. Isso reforça a urgência de medidas consistentes e permanentes de monitoramento e verificação da autenticidade de bebidas comercializadas no Brasil”, diz o diretor da Associação Brasileira de Combate à Falsificação, Rodolpho Ramazzini.


O levantamento foi feito pelo instituto Paraná Pesquisas em parceria com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação e ouviu 2.005 brasileiros de 162 municípios entre os dias 2 e 8 de fevereiro.

Bebidas alcoólicas são principal motivo de preocupação

Quando questionados sobre quais produtos passaram a gerar mais preocupação quanto à procedência após os casos de contaminação, os entrevistados apontaram principalmente as bebidas alcoólicas: 47,1% dizem temer esse tipo de produto no momento da compra.


Em seguida aparecem suplementos e medicamentos falsificados (39,3%) e combustíveis adulterados (20,5%).

Com menor proporção, também foram citados cigarros (12,7%), cosméticos (7,4%), eletrônicos (7,4%) e roupas ou acessórios (6,6%).

Apesar dos casos de intoxicação por metanol, 23,7% dos entrevistados afirmaram que continuam consumindo bebidas alcoólicas da mesma forma de antes.

Por outro lado, 11,5% admitem ter diminuído o consumo de álcool após os incidentes, enquanto 10,9% substituíram bebidas destiladas por cerveja.

Quando perguntados sobre quais tipos de bebida os entrevistados acreditam não correr risco de sofrer adulteração, “água” foi a resposta da maioria (58,1%).

Outros 21,7% acreditam que todas as bebidas comercializadas correm o risco de manipulação. Sucos (16,1%), e cerveja (12,7%) aparecem em seguida.

Além disso, 82,2% dos brasileiros veem uma relação entre o comércio de produtos falsificados e o crescimento do crime organizado.

Pirataria se mantém em alta

Os entrevistados também foram consultados sobre o consumo de outros itens falsificados:

  • 33,6% dos entrevistados contaram já ter comprado bolsas e acessórios acreditando serem originais e descobriram se tratar de produtos falsos;
  • 17,5% se enganaram na compra de eletrônicos falsos;
  • 13,3% se enganaram na compra de combustíveis adulterados;
  • 12,8% afirmaram já ter comprado bebidas adulteradas.

Ainda, 23,1% afirmaram já ter adquirido produtos falsificados tendo ciência da procedência irregular.

Combate à falsificação

Os números obtidos pela pesquisa indicam apoio por parte da população brasileira a medidas estruturais de combate à adulteração:

  • Reativação do Sicobe (Sistema de Controle de Produção de Bebidas) como medida de fiscalização (88%);
  • Uso obrigatório de selo de verificação de autenticidade em bebidas (34,4%).

*Estagiária sob supervisão de Augusto Fernandes

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.