Brasília Queiroga diz que não há prazo para mudar caráter pandêmico da Covid

Queiroga diz que não há prazo para mudar caráter pandêmico da Covid

Ministro da Saúde avalia que o cenário epidemiológico 'está mais tranquilo' no país, mas que ainda estuda pontos técnicos

  • Brasília | Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Myke Sena/MS

Após contato com os poderes Legislativo e Judiciário, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta segunda-feira (21), que ainda não há data nem prazo para que o Executivo rebaixe o status da Covid-19 no país de pandemia para endemia.

Queiroga se reuniu recentemente com os presidentes da Câmara dos Deputados, do Senado Federal e do Supremo Tribunal Federal, Arthur Lira (PP-AL), Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e Luiz Fux, respectivamente, para tratar sobre o tema.

Nas reuniões, Queiroga informou que o governo estuda uma transição da situação da pandemia e destacou que nada será alterado de forma abrupta. O ministro mostrou, ainda, relatos da situação epidemiológica do país.

"Eu tenho dialogado com os presidentes dos poderes para que tenhamos uma transição  tranquila, que essas medidas são graduais e têm de apresentar o que já existe na sociedade", disse Queiroga, acrescentando que não há, por enquanto, novas reuniões previstas sobre o tema.

"Nós já conversamos e discutimos os pontos de maneira geral, em que há uma certa concordância, mas não em relação a dia nem prazo. Mas que nós vivemos hoje um cenário epidemiológico bem mais tranquilo no Brasil. Claro que tem que se verificar o que está acontecendo nos outros países, na Ásia, em função de aumento de casos. Enfim, é algo que tem que se observar todos os dias", completou.

Queiroga voltou a falar que compete ao Ministério da Saúde a duração da emergência de saúde pública e que a pasta avalia diversos pontos técnicos, entre eles o cenário epidemiológico. O ministro disse, ainda, que a medida não pode interromper outras políticas públicas ligadas à Covid-19. Para o titular, a segurança epidemiológica é a principal questão, enquanto o segundo ponto é o impacto regulatório.

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