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Regulamentação do trabalho com transporte por app deve avançar na Câmara até abril

Presidente da Casa, Hugo Motta comentou nesta terça-feira sobre tramitação da proposta, atualmente debatida em comissão especial

Brasília|Lis Cappi, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Novas regras para transporte por aplicativo devem ser discutidas na Câmara dos Deputados até abril.
  • O presidente da Câmara, Hugo Motta, busca aumentar os direitos dos trabalhadores, incluindo previdência e seguro de vida.
  • As propostas visam garantir direitos sem aumentar custos para as empresas.
  • O objetivo é criar uma legislação que proteja os trabalhadores e assegure a continuidade do serviço das plataformas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Tema em debate no Congresso propõe direito a aposentadoria, seguro de vida e seguro-acidente Fernando Frazão/Agência Brasil - 06.03.2024

A definição de novas regras para o trabalho com transporte por aplicativo deve avançar na Câmara dos Deputados até o início de abril. A previsão foi divulgada nesta terça-feira (10) pelo presidente da Casa, Hugo Motta (Republicanos-PB), após reunião com ministros do governo.

No planejamento de Motta, as próximas semanas serão voltadas à chegada de um acordo para regulamentação da função. A ideia, segundo ele, é construir um texto que amplie os direitos desses trabalhadores, com previsão de seguro de vida e contribuições à Previdência Social, sem aumento de custo para empresas.


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Atualmente, a regulamentação é discutida em uma comissão especial da Câmara dos Deputados. Em seguida, o texto seguirá para o plenário. “Trabalho com março, ou até o início de abril, para votarmos”, comentou Hugo Motta.

“Queremos que o texto fique redondo e que a Câmara avance com garantias aos trabalhadores — como Previdência, seguro-acidente, seguro de vida —, para o Brasil ter um modelo de legislação que os proteja e garanta o serviço da plataforma”, completou.


As previsões são de que as mudanças alcancem os cerca de 2,2 milhões de trabalhadores que atuam com aplicativos no país. A definição dessas normas é defendida pelo Palácio do Planalto, mas o tema enfrenta resistência das plataformas.

Além disso, parte dos condutores e entregadores prefere o vínculo informal, por receio de eventuais impactos nos valores recebidos. Assim, o governo federal tem buscado um caminho que beneficie os trabalhadores, segundo o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, que participou de reunião com Motta nesta terça-feira (10).


“É preciso ter uma regulamentação o quanto antes, porque, do jeito que está, [o cenário] só interessa às grandes plataformas e não aos trabalhadores. Hoje, você paga uma corrida, e a empresa fica com 50% do valor. Isso não é razoável”, criticou Boulos.

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