Relator da CPI do Crime Organizado critica fala de Lula sobre operação no Rio: ‘Infeliz’
Senador afirma que o presidente erra ao criminalizar policiais sem dados e defende análise técnica sobre casos assim
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O senador Alessandro Vieira (MDB-SE), relator da CPI do Crime Organizado, reagiu às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre a operação policial que resultou em 121 mortes nos complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro.
“Acho que foi muito infeliz o presidente da República ao criminalizar a ação dos policiais sem nenhuma informação que dê base para isso. Até o momento não tem nenhum dado que aponte para uma ilegalidade”, considerou.
Segundo Vieira, o cenário de confronto nas comunidades é de alto risco e exige preparo. Ele afirmou que os agentes envolvidos sabiam das consequências da ação.
O senador reforçou ainda a necessidade de o governo fluminense apresentar os próximos passos da política de segurança, destacando que o confronto em si não pode ser o único objetivo das operações.
Vieira lembrou que, dias antes da ofensiva, uma idosa morreu em tiroteios entre o Comando Vermelho (CV) e o Terceiro Comando Puro (TCP), o que demonstra a gravidade da situação na região.
Para ele, o debate público deve evitar extremos. “Criminalizar antecipadamente a polícia é tão equivocado quanto a sina de achar que qualquer um na comunidade é criminoso”, afirmou em entrevista à CNN.
Cenário de guerra
Mais letal da história do Rio de Janeiro, a megaoperação Contenção das polícias do Rio de Janeiro já contabiliza mais de 60 mortos, 81 presos e dezenas de armas e munições apreendidas. Ao mesmo tempo, a população das comunidades está assustada com tantos tiros
ESTADÃO CONTEÚDO
Petista também criticou Lula
As declarações de Vieira surgem em meio a uma sequência de críticas ao discurso de Lula sobre o tráfico de drogas. O presidente da CPI, Fabiano Contarato (PT-ES), também considerou infeliz a fala do chefe do Executivo ao dizer que “o traficante é uma vítima dos usuários”.
Contarato, delegado de carreira, defendeu endurecimento das penas e ressaltou que o traficante representa “o que há de mais pernicioso dentro da sociedade brasileira”, apontou durante entrevista ao jornal O Globo.
O senador disse que a comissão pretende seguir o “fluxo do dinheiro” das facções e das milícias, além de investigar a conduta de agentes públicos ligados à criminalidade.
O parlamentar reconheceu que a esquerda precisa encarar o tema da segurança com mais responsabilidade.
“Passou da hora de entender que segurança pública tem que ser tratada com responsabilidade. E essa responsabilidade precisa deixar de ser vista sob um olhar romantizado”, afirmou.
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