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Saúde assina parcerias na Índia para produção de medicamentos contra o câncer no SUS

Acordos preveem investimento de até R$ 722 milhões no primeiro ano e incluem transferência de tecnologia

Brasília|Do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Ministério da Saúde assinou três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo para a produção de medicamentos oncológicos no SUS.
  • Os acordos envolvem um investimento de até R$ 722 milhões no primeiro ano, com potencial de R$ 10 bilhões em dez anos.
  • A iniciativa visa fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência externa de medicamentos essenciais para o tratamento do câncer.
  • Além disso, foi prorrogado o acordo de cooperação bilateral entre Brasil e Índia por mais cinco anos, abrangendo diversas áreas da saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Padilha assina acordo com Índia para produção de medicamentos contra o câncer no SUS Rafael Nascimento/MS - 21.02.2026

O Ministério da Saúde assinou neste sábado (21) três PDPs (Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo) para a produção nacional de medicamentos oncológicos no SUS (Sistema Único de Saúde). Os acordos foram firmados durante missão na Índia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo a pasta, o investimento estimado pode chegar a R$ 722 milhões no primeiro ano e até R$ 10 bilhões ao longo de dez anos. A iniciativa envolve a produção dos medicamentos pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe, utilizados no tratamento de câncer de mama, pele e leucemias.


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De acordo com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, os acordos devem ampliar o acesso a tratamentos e fortalecer a produção nacional. “Estamos saindo da Índia com acordos que vão garantir ao Brasil medicamentos modernos para o tratamento do câncer [...], ampliando o acesso e salvando vidas”, afirmou.

As parcerias envolvem laboratórios públicos brasileiros e empresas privadas nacionais e indianas, com foco na internalização da produção e no desenvolvimento tecnológico. A expectativa é reduzir a dependência externa de medicamentos estratégicos, além de garantir maior estabilidade no fornecimento.


No caso do nivolumabe, a produção contará com a participação da Bahiafarma, da Bionovis e da empresa indiana Dr. Reddy’s. Já o pertuzumabe será fabricado por meio de parceria entre Bahiafarma, Bionovis e Biocon Biologics. O dasatinibe, por sua vez, será produzido pela Furp em parceria com a Biocon Pharma e a Nortec Química.

Durante a missão, também foi prorrogado por mais cinco anos o acordo de cooperação bilateral em saúde entre Brasil e Índia. O termo prevê iniciativas conjuntas em áreas como produção de medicamentos, vacinas, biofabricação, saúde digital, telessaúde e inteligência artificial.


A Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz) também assinou dois memorandos de entendimento com empresas indianas para ampliar a cooperação em pesquisa, desenvolvimento e produção de medicamentos. Os acordos incluem iniciativas voltadas a doenças raras, câncer e enfermidades infecciosas como tuberculose, malária, hanseníase e doença de Chagas.

Além disso, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) firmou um acordo com a autoridade reguladora indiana CDSCO para troca de informações sobre medicamentos, insumos e dispositivos médicos, com o objetivo de agilizar análises e compartilhar práticas regulatórias.

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