Brasília Saúde quer ampliar em 5% a oferta de leite materno a recém-nascidos

Saúde quer ampliar em 5% a oferta de leite materno a recém-nascidos

Atualmente, as doações representam pouco mais da metade da necessidade por leite humano no país

  • Brasília | Carlos Eduardo Bafutto, do R7, em Brasília

Estoques de leite humano ainda na suprem a demanda

Estoques de leite humano ainda na suprem a demanda

Elza Fiúza/Arquivo/Agência Brasil

O Ministério da Saúde lança, nesta terça-feira (17), uma campanha de doação de leite materno. De acordo com dados da pasta, apesar do aumento em 2021 de 7% no volume em relação a 2020, as doações ainda representam apenas 55% da necessidade por leite humano no Brasil.

No ano passado, foram distribuídos 168 mil litros de leite para 237 mil recém-nascidos. E o governo pretende aumentar em 5% a oferta de leite humano a recém-nascidos internados em unidades neonatais.

Ainda segundo o Ministério da Saúde, em 2021 nasceram 353.800 bebês prematuros. A estimativa é que nascem a cada ano no Brasil cerca de 340 mil bebês prematuros ou de baixo peso. Eles são 12% do total de recém-nascidos. 

Bancos de leite humano

O Brasil conta atualmente com 225 bancos de leite humano e 217 postos de coleta. Segundo o Ministério da Súde, o aumento no número de doações de leite humano pode representar a diminuição de despezas com a compra de fórmulas infantis para alimentar bebês prematuros nas maternidades do Sistema Único de Saúde (SUS).

Doe leite materno e receba a gratidão de uma vida

Com o lema “Doe leite materno e receba a gratidão de uma vida,” a campanha será divulgada de 19 de maio a 16 de junho em rádios, redes sociais, mobiliário urbano, entre outros veículos. A ideia é reverter um quadro de doações ainda insuficientes para atender à demanda. A mensagem é direcionada às mulheres que estão amamentando, mas também tem o objetivo de levar a população a incentivar a doação do leite materno.

A doação de leite humano é fundamental para os recém-nascidos prematuros ou de baixo peso internados em UTIs neonatais que, por qualquer motivo, não podem ser amamentados pela própria mãe. Ao alimentar um bebê lactante exclusivamente com leite materno, aumentam-se as chances de uma vida saudável para a criança. 

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