Brasília Secretário de Saúde discute trocas de vacinas com Queiroga

Secretário de Saúde discute trocas de vacinas com Queiroga

Encontro também serviu para que Manoel Luiz Narvaz Pafiadache e o ministro conversassem sobre o combate à pandemia

  • Brasília | Luiz Calcagno, do R7, em Brasília

Renato Alves / Agência Brasília

O secretário de Saúde do Distrito Federal, general Manoel Luiz Narvaz Pafiadache, apresentou-se ao ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, na tarde desta segunda-feira (30/8). Na reunião, secretário e ministro também trataram do envio de vacinas à capital e outros temas relacionados à imunização e ao combate ao Covid-19. Pafiadache assumiu a secretaria na última sexta (27), após a exoneração de Osnei Okumoto. Ibaneis e Pafiadache trabalham para negociar com o Ministério da Saúde a troca de uma remessa de 30 mil doses de Coronavac, do instituto butantan, por imunizantes da Pfizer, para garantir a continuidade da vacinação de adolescentes de 17 anos. Esse foi um dos assuntos principais da reunião. 

O chefe da pasta da Saúde era superintendente do Instituto de Cardiologia do DF (ICDF), e foi anunciado pelo governador Ibaneis Rocha (MDB) como “uma pessoa que tem larga experiência ne saúde pública do DF”, e que também “esteve à frente do Iges”.

Questionado sobre a possibilidade de troca, o secretário disse que o ministério está planejando. "Não é uma questão de troca, simplesmente, por outra vacina, mas, a partir do dia 15, a previsão é de entrar com a terceira dose (nos idosos), e a ideia de como fazer, onde aplicar, redistribuir essas 30 mil doses. Eles estão planejando isso para que possamos receber outras vacinas que não a coronavac", afirmou.

Troca de doses

As doses trocadas também atenderiam adolescentes a partir de 12 anos que sejam portadores de comorbidades. Um dos riscos é que o início da vacinação com a dose de reforço para pacientes imunossuprimidos e idosos acima de 80 anos afete a imunização do outro grupo. Ibaneis anunciou a negociação ainda na última sexta ao anunciar o general para a Secretaria de saúde. Na ocasião, o governador afirmou que o militar é um nome próximo ao governo federal, o que teria contado na indicação.

“Nunca tivemos problemas em relação ao Ministério da Saúde, mas não posso negar que o general tem um relacionamento muito bom lá e isso contou também nessa indicação. Eu, particularmente, tenho um relacionamento muito bom com o ministro Queiroga, ele já esteve comigo em algumas oportunidades, mas esse relacionamento do general vai nos ajudar muito em relação ao Ministério da Saúde por tudo o que ele representa na saúde do Distrito Federal”, afirmou Ibaneis ainda na sexta.

Plano Nacional de Imunização

Questionado sobre o encontro, o ministro da saúde, Marcelo Queiroga disse que “foi uma boa reunião”. Apesar disso, não confirmou a troca das vacinas. “Não tem troca. Há quatro imunizantes no Plano Nacional de Imunização (PNI). Dois deles com o registro definitivo, e dois deles com registro emergencial. Isso é uma definição da Anvisa. Não é do Ministério da saúde. Não fazemos distinção entre os imunizantes aplicados na População. Desde que tenha chancela da Anvisa, eles são aplicados. E são distribuídos conforme pautas feitas pela Secretaria de Enfrentamento a Pandemia, a Secovid, após discussão com conass e conasems”, afirmou.

A reportagem insistiu na tentativa de negociação do GDF para substituir 30 mil doses da Coronavac por imunizantes da Pfizer, uma tentativa de garantir a imunização de adolescentes de 17 anos, e a de 12 a 17 anos com comorbidades, ao mesmo tempo que os profissionais de saúde aplicam a dose de reforço nos idosos com 80 anos ou mais. O ministro disse que “todos os estados têm a mesma atenção do PNI”.

“As doses são distribuídas conforme pautas estabelecidas pela Secovid. E todos os estados têm a mesma atenção do PNI. Alguns avançaram mais que outros, pois no início da campanha, havia grupos prioritários. Estados como São Paulo têm número maior de profissionais de saúde, a população desse estado tem uma transição demográfica com um número maior de grupos prioritários, e tiveram mais doses no começo e avançaram mais. Rio Grande do Sul, a mesma coisa. Agora, estamos em um momento em que se procura equalizar para que essa grande nação que é o Brasil seja imunizada de forma homogênea”, respondeu.

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