Sem acordo, CPMI do 8 de Janeiro adia votação de novos requerimentos para quinta-feira
Estratégia do presidente da comissão é votar novos pedidos só após garantir convocação de representantes da Força Nacional
Brasília|Bruna Lima e Camila Costa, do R7, em Brasília

O presidente da CPMI do 8 de Janeiro, Arthur Maia, condicionou a votação de novos requerimentos da ala governista à análise de um pedido de convocação feito pela minoria. Esse posicionamento de Maia faz parte da estratégia adotada pelo presidente desde o começo dos trabalhos da comissão para "equilibrar" as aprovações de requerimentos entre governo e oposição.
A oposição quer ouvir um representante da Força Nacional de Segurança Pública (FNSP), com o argumento de que não houve ordem para que atuassem no dia dos ataques à Praça dos Três Poderes. No entanto, não houve acordo com a base governista para a votação do requerimento de convocação. Diante do impasse, Maia afirmou que só voltará a discutir novos pedidos de oitiva para a CPMI após a análise do requerimento referente à Força Nacional.
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"Se não tiver acordo, coloco o requerimento da Força Nacional. Caso seja aprovado, aí colocamos os outros requerimentos solicitados pela maioria”. Segundo Maia, a negociação é a forma de garantir aprovação de pedido também da minoria. “Da minha parte não há nenhuma dificuldade de estender até quinta-feira para ver se vamos ou não ter condições de fazer essa reunião”, ponderou.
A CPMI tem 24 requerimentos para a convocação de representantes da FNSP. Estão na lista José Américo de Souza Gaia diretor-geral na época dos ataques; Ivair Matos Santos, diretor-substituto em 8 de janeiro; Sandro Augusto de Sales Queiroz, comandante do Batalhão de Pronto Emprego da FNSP no dia dos atos; e Fernando Alencar Medeiros, atual diretor da corporação.














