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Senado faz recomendações ao STF após relato de falhas em atendimento médico a Bolsonaro

Comissão pede explicações à PF e sugere prisão domiciliar por razões humanitárias

Brasília|Joice Gonçalves, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Comissão de Direitos Humanos do Senado fez recomendações ao STF sobre falhas no atendimento médico a Jair Bolsonaro.
  • Foi solicitado à PF que adote providências após Bolsonaro ter ficado 24 horas sem atendimento médico especializado.
  • A senadora Damares Alves pediu a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente.
  • A comissão também busca garantir transparência e prevenção de violações a direitos fundamentais.

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Documento foi enviado por Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Lula Marques/Agência Brasil -19.02.2025

A Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) que a Polícia Federal adote uma série de providências após o relato de falhas no atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, que cumpre pena na Superintendência da PF em Brasília.

O documento foi enviado pela presidente do colegiado, Damares Alves (Republicanos-DF). Além das sugestões a serem adotadas pela PF, a senadora pediu que o STF conceda prisão domiciliar humanitária a Bolsonaro.


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O documento relata que o ex-presidente sofreu uma queda na cela na madrugada de 6 de janeiro de 2026 e permaneceu mais de 24 horas sem acesso a atendimento hospitalar especializado, apesar de pedidos reiterados da defesa e da família.

A comissão aponta que a autorização para exames médicos só foi concedida no dia seguinte pelo ministro do STF Alexandre de Moraes, relator da execução penal.


Entre as medidas recomendadas, a comissão solicita à Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal informações detalhadas sobre o atendimento inicial prestado a Bolsonaro. O colegiado pede, entre outros pontos:

  • Horário exato em que Bolsonaro foi encontrado após a queda;
  • Identificação completa dos agentes envolvidos;
  • Nome e qualificação do profissional de saúde responsável pelo primeiro atendimento;
  • Justificativa formal para a decisão de não encaminhamento imediato ao hospital;
  • Esclarecimento sobre eventual exigência de autorização judicial prévia para atendimentos de urgência.

A comissão também solicita que a PF explique se recebeu ordens por telefone ou meios informais para condicionar o atendimento hospitalar à autorização judicial, prática que, segundo o documento, precisa ser devidamente formalizada nos autos.


O relatório determina ainda o encaminhamento da manifestação a uma série de instituições, incluindo:

  • Ministério Público Federal;
  • Defensoria Pública da União;
  • Conselho Federal da OAB;
  • Conselho Federal de Medicina;
  • Comitê Nacional de Prevenção e Combate à Tortura;
  • Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania;
  • Comissão Interamericana de Direitos Humanos;
  • Conselho de Direitos Humanos da ONU;
  • Comissões de Direitos Humanos de assembleias legislativas estaduais.

A medida, segundo a Comissão de Direitos Humanos busca garantir transparência, fiscalização externa e prevenção de violações a direitos fundamentais.

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