Brasília 'Sou um quadro técnico bolsonarista', diz Queiroga

'Sou um quadro técnico bolsonarista', diz Queiroga

O ministro ainda defendeu que a boa relação entre os poderes é o que tem garantido resultados positivos no enfrentamento à Covid

  • Brasília | Bruna Lima, do R7, em Brasília

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga

Joédson Alves/EFE

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quarta-feira (2), que pretende ficar no cargo até quando for requisitado pelo presidente Jair Bolsonaro e, diante do momento político eleitoral, declarou: "sou médico há mais de 30 anos, nunca militei na vida política partidária, mas hoje eu sou um quadro técnico bolsonarista. Vou trabalhar com o meu presidente". 

A declaração ocorreu durante participação da sessão de abertura do ano legislativo no Congresso Nacional. Queiroga ainda voltou a dizer que quer ser reconhecido como "o ministro que acabou com a pandemia" e aproveitou para citar feitos durante a gestão, destacando a campanha de vacinação

"Nossa campanha de imunização avança, incluindo públicos alvos que não estavam previstos no início da campanha, como crianças de 5 a 11 anos", disse. Por outro lado, fez questão de frisar a não obrigatoriedade da vacina. "Desde que os pais assim desejem, podem procurar essa política pública que é um direito de todos e dever do estado."

Até o momento, o Ministério da Saúde distribuiu quase 10 milhões de doses de vacinas para o público de 5 a 11 anos. Do total, 1,6 milhão foram aplicadas. Até 15 de fevereiro, a pasta calcula que terá entregue vacinas suficientes para atender a toda a faixa etária. 

Além da vacinação infantil, Queiroga destacou que o Brasil foi um dos primeiros países a autorizar dose de reforço e disse que a avaliação da necessidade de uma quarta dose ou da inclusão permanente da vacinação contra a Covid no PNI (Programa Nacional de Imunização) depende da avaliação técnica da Secov (Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19). 

A abertura de novos leitos para tratar pacientes com Covid e a produção nacional e autônoma de vacinas também foram destacadas pelo ministro. "Em fevereiro, teremos a vacina com IFA nacional. Isso é uma conquista do nosso sistema de saúde e conjuga com a autonomia do nosso complexo industrial de saúde."

O referido sucesso do enfrentamento à Covid foi atribuído à "boa relação entre os poderes". "Vivemos uma pandemia e a boa relação entre o poder executivo com o Congresso Nacional, o Poder Legislativo é o que tem feito com que o Brasil, dois anos após o início da pandemia, consiga melhores resultados", declarou. 

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