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Eduardo Bolsonaro vira réu no STF pelo crime de coação no curso do processo

Com a decisão, o próximo passo será abertura de uma ação penal contra o deputado

Brasília|Da Agência Brasil

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Primeira Turma do STF tornou Eduardo Bolsonaro réu por crime de coação.
  • A decisão foi unânime, com quatro votos a zero da turma, e a abertura de ação penal se seguirá.
  • Eduardo está nos Estados Unidos e pediu licença de 120 dias do mandato, o que pode levar à sua cassação por faltas.
  • Ele criticou o voto do ministro Alexandre de Moraes nas redes sociais, chamando-o de "caça às bruxas".

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Deputado Eduardo Bolsonaro
Eduardo Bolsonaro vai responder a ação penal no STF Jessica Koscielniak/Reuters - 14.8.2025

A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) concluiu nesta quarta-feira (26), em Brasília, o julgamento virtual que tornou o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) réu pelo crime de coação no curso do processo.

O julgamento começou na semana passada, quando o colegiado formou placar unânime de quatro votos a zero para aceitar denúncia da PGR (Procuradoria-Geral da República).


O resultado foi oficialmente proclamado nesta quarta. Os votos foram proferidos pelos ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Cristiano Zanin e Cármen Lúcia.

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Ação penal

Com a decisão, o próximo passo será abertura de uma ação penal contra o deputado.


Durante a instrução do processo, ele poderá indicar testemunhas, apresentar provas de inocência e pedir diligências específicas que sejam interessantes para sua defesa.

Em setembro, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi denunciado pela PGR no inquérito que apurou a atuação do parlamentar junto ao Governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros do STF.


Eduardo deixou o Brasil em fevereiro deste ano e está nos Estados Unidos. Ele pediu licença do mandato de 120 dias. Desde 20 de julho, quando a licença terminou, o deputado não comparece às sessões e poderá ser cassado por faltas.

Defesa

Após o início do julgamento, Eduardo Bolsonaro publicou uma mensagem nas redes sociais na qual classificou como “caça às bruxas” o voto de Alexandre de Moraes.


“Moraes vota para me tornar réu. Outros candidatos anti-establishment, como o próprio Jair Bolsonaro, e favoritos ao Senado sofrerão a mesma perseguição. É o sistema se reinventando para sobreviver. Tudo que sei é via imprensa, já que jamais fui citado. Por que Moraes não usa os canais oficiais com os EUA?”, escreveu.

A defesa de Eduardo Bolsonaro foi feita pela DPU (Defensoria Pública da União). Durante a investigação, Moraes determinou a notificação do deputado, mas ele não constituiu advogado, nem apresentou defesa.

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