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STF e CNJ condenam ataques racistas sofridos por juízes

Em evento virtual para sensibilizar estudantes sobre direitos humanos, magistrados foram alvo de comentários racistas

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF e CNJ condenam ataques racistas contra juízes durante evento virtual de direitos humanos.
  • Os comentários ofensivos foram feitos a Fábio Francisco Esteves e Franciele Pereira do Nascimento.
  • As ofensas foram bloqueadas e investigações estão em andamento para identificar os responsáveis.
  • O Poder Judiciário reafirma seu compromisso de combate ao racismo e proteção dos valores democráticos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Juiz Fábio Francisco Esteves atua como conselheiro do Conselho Nacional de Justiça Gláucio Dettmar/CNJ - 23.05.2017

O STF (Supremo Tribunal Federal) e o CNJ (Conselho Nacional de Justiça) divulgaram nota, na tarde deste sábado (21), para repudiar ataques racistas sofridos pelo conselheiro Fábio Francisco Esteves, do CNJ, e pela juíza auxiliar da presidência do Supremo Franciele Pereira do Nascimento.

No último dia 18 de março, ambos foram alvos de comentários racistas durante o evento virtual Programa Paraná Lilás, promovido pela EJUD-TJPR (Escola Judicial do Tribunal de Justiça do Paraná). A iniciativa, que foi transmitida ao vivo para escolas da rede estadual de ensino, tem o objetivo de sensibilizar estudantes sobre igualdade de gênero, direitos humanos e prevenção da violência.


“É absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais e em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira”, diz o comunicado.

Os órgãos também ressaltaram que os comentários racistas foram bloqueados e investigações, abertas, para identificar os responsáveis pelo crime.


“Diante da gravidade dos fatos, informamos que todas as providências legais e administrativas já estão em curso. Os comentários ofensivos foram imediatamente bloqueados e registrados, e as respectivas provas digitais preservadas para fins de rigorosa apuração criminal. Diligências imediatas foram adotadas perante a autoridade policial da Comarca de Loanda, incluindo a solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet”, informou o texto (leia a íntegra abaixo).

Mais cedo, a Amagis-DF (Associação dos Magistrados do Distrito Federal e Territórios) também divulgou nota condenando o fato.


“Tais condutas são absolutamente incompatíveis com os valores constitucionais que regem o Estado Democrático de Direito, especialmente a dignidade da pessoa humana. Ressalta-se, ainda, que ataques dessa natureza não atingem apenas o magistrado diretamente envolvido, mas também a Magistratura e o próprio Poder Judiciário”, afirma o comunicado.

Leia a nota do STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) manifestam seu mais veemente repúdio aos ataques racistas proferidos contra o conselheiro do CNJ Fábio Francisco Esteves e a juíza auxiliar da presidência do STF Franciele Pereira do Nascimento, durante a transmissão virtual do evento “Programa Paraná Lilás” e “Apresentação do Programa Brasil Lilás”. É absolutamente intolerável que, no exercício de suas funções institucionais e em um espaço dedicado ao debate de políticas públicas e direitos fundamentais, sejam realizadas ofensas criminosas que tentam ferir a dignidade e a própria autoridade da Justiça brasileira.


O STF e o CNJ expressam sua irrestrita solidariedade aos juízes Franciele e Fábio, cujas trajetórias de excelência e compromisso com a causa pública honram a magistratura brasileira. Reafirmamos que o racismo, em qualquer de suas formas, não é apenas um ataque individual, mas uma agressão direta aos valores democráticos e aos pilares da Constituição Federal de 1988, que estabelece a promoção do bem de todos, sem preconceitos de raça, como objetivo fundamental da República brasileira.

Diante da gravidade dos fatos, informamos que todas as providências legais e administrativas já estão em curso. Os comentários ofensivos foram imediatamente bloqueados e registrados, e as respectivas provas digitais preservadas para fins de rigorosa apuração criminal. Diligências imediatas foram adotadas perante a autoridade policial da Comarca de Loanda, incluindo a solicitação de quebra de sigilo de dados junto aos provedores de internet para a célere identificação e responsabilização dos autores.

O Poder Judiciário seguirá vigilante e firme no combate ao racismo estrutural, garantindo que este crime, imprescritível e inafiançável, seja enfrentado com todo o rigor da lei.

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