STF mantém prisão preventiva de Filipe Martins após audiência de custódia
Martins foi preso na manhã desta sexta em Ponta Grossa (PR) por suposto descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF
Brasília|Do R7, em Brasília
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O STF (Supremo Tribunal Federal) manteve a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), após a audiência de custódia realizada na tarde desta sexta-feira (2).
Filipe Martins foi preso nesta manhã pela Polícia Federal por ordem do ministro Alexandre de Moraes por descumprimento de medidas cautelares impostas pelo STF. O ex-assessor de Bolsonaro teria usado uma rede social, algo que estava proibido de fazer. Ele foi preso em sua casa, em Ponta Grossa (PR), onde cumpria prisão domiciliar, e levado a um presídio da região.
A defesa de Filipe Martins nega qualquer irregularidade e afirma que eventuais acessos podem ter ocorrido por ação do algoritmo da plataforma, sem participação direta do ex-assessor.
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Durante a audiência de custódia, o advogado de Filipe Martins, Ricardo Scheiffer, pediu que a prisão fosse reconsiderada, alegando a existência de manifesto erro material.
Segundo a ata da audiência, Filipe Martins reclamou que, caso a prisão fosse mantida, o Estado brasileiro estaria se tornando reincidente da ilegalidade anteriormente praticada contra ele.
Contudo, a juíza auxiliar Flávia Martins de Carvalho, que conduziu a audiência, disse que essa é uma questão que extrapola as competências dela e que o advogado deveria formular o pedido posteriormente para que o ministro Alexandre de Moraes possa decidir. Dessa forma, ela manteve a prisão.
Da prisão domiciliar à cadeia
Filipe Martins estava em prisão domiciliar após condenação no processo sobre a trama golpista. Entre as medidas determinadas pelo Supremo, estava a proibição do uso de redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive por intermédio de terceiros.
Segundo a decisão que fundamentou a prisão, houve acesso à rede social LinkedIn, conduta considerada incompatível com as restrições impostas pela Corte.
Em 30 de dezembro, Moraes notificou a defesa de Martins e concedeu prazo de 24 horas para que os advogados se manifestassem sobre o caso. Em resposta, a defesa afirmou ter acesso às redes sociais do ex-assessor de forma “silenciosa”, para fins técnicos e de preservação de informações.
“Tal gestão técnica é exercida de forma silenciosa, não comunicacional e desprovida de qualquer exteriorização de vontade ou expressão de pensamento, inexistindo, em consequência postagem, interação, trocas de mensagens ou qualquer outra forma de atuação comunicacional em plataformas digitais”, afirmou a defesa.
Para Moraes, no entanto, a própria admissão de uso da rede social — ainda que sem interação ou manifestação pública — configura descumprimento das medidas cautelares, uma vez que a decisão judicial não previa exceções quanto à finalidade ou à autoria do acesso.
“Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social, não havendo qualquer pertinência da alegação defensiva no sentido de que as redes sociais foram utilizadas para ‘preservar, organizar e auditar elementos informativos pretéritos relevantes ao exercício da ampla defesa’”, escreveu Moraes.
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