Brasília STF retoma julgamento de ação que acusa Collor de crimes na Lava Jato

STF retoma julgamento de ação que acusa Collor de crimes na Lava Jato

Ministro Edson Fachin começou a votar na última quinta-feira, mas julgamento foi suspenso; ele agora poderá concluir o voto

  • Brasília | Gabriela Coelho, do R7, em Brasília

Collor é acusado de três crimes

Collor é acusado de três crimes

Antônio Cruz/Agência Brasil - Arquivo

O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quarta-feira (17), o julgamento de uma ação penal contra o ex-presidente da República e ex-senador Fernando Collor de Mello.

Ele é acusado de lavagem de dinheiro, corrupção passiva e organização criminosa. O relator do caso, ministro Edson Fachin, começou a votar na última quinta-feira (11), mas o julgamento foi suspenso.

No voto, que deve terminar de ser lido na sessão desta quarta-feira, o ministro Edson Fachin afirmou que o conjunto de provas produzido pela acusação é sólido e confirma o controle exercido por Collor sobre a presidência e as diretorias da BR Distribuidora.

Desde o começo das investigações, a defesa de Collor nega que haja provas de pagamento de propina. Além de Collor, figuram na ação os empresários Luis Pereira Duarte de Amorim e Pedro Paulo Bergamaschi de Leoni Ramos.

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Os três são acusados de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. De acordo com a denúncia, entre 2010 e 2014, com a ajuda dos outros réus, Collor teria recebido vantagem indevida para viabilizar irregularmente contratos da BR Distribuidora, entre eles a construção de bases de distribuição de combustíveis, com a UTC Engenharia. A vantagem teria se dado em troca de apoio político para indicação e manutenção de diretores da BR.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) acusa o grupo de ter recebido R$ 30 milhões em propina. Desses, segundo a PGR, o senador teria recebido R$ 9,6 milhões por ter viabilizado um contrato de troca de bandeira de postos de combustível, celebrado entre a Derivados do Brasil (DVBR) e a BR Distribuidora.

Documentos apreendidos na casa de Collor e no escritório do doleiro Alberto Youssef, além de mensagens, emails e depoimentos de colaboradores premiados, confirmam que o ex-presidente tinha informações aprofundadas a respeito dos negócios firmados pela empresa.

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