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STF volta a julgar desoneração da folha nesta semana

Governo questiona lei aprovada em 2023 que prorroga incentivos fiscais a 17 setores da economia sem indicar fontes de custeio

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O STF recomeçará o julgamento sobre a desoneração da folha de pagamentos em 27 de fevereiro.
  • A ação é contra a lei de 2023 que prorrogou a desoneração para 17 setores da economia e municípios.
  • Até agora, três votos são a favor da reoneração gradual entre 2025 e 2027.
  • Relator argumenta que a lei foi editada sem medidas adequadas para compensar a perda de arrecadação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Relator, Cristiano Zanin votou para derrubar a lei e foi acompanhado por Fachin e Gilmar Mendes Rosinei Coutinho/STF - 12.02.2026

O STF (Supremo Tribunal Federal) vai retomar nesta semana o julgamento da ação movida pelo governo contra a lei aprovada em 2023 que prorrogou a desoneração da folha de pagamentos de 17 setores da economia e de municípios.

O ministro Alexandre de Moraes pediu vista em outubro do ano passado e, na última quinta-feira (19), devolveu o processo para julgamento. O caso foi pautado para a sessão virtual que será realizada entre 27 de fevereiro e 6 de março.


Até o momento, há três votos para manter o acordo que prevê a reoneração gradual entre 2025 e 2027 e a compensação parcial das perdas.

Sem fontes de receita

A solução dialogada entre os Poderes foi tomada após o governo questionar no STF a lei que prorrogou a desoneração sem indicar uma estimativa de impacto fiscal e apontar as fontes de custeio.


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O relator, Cristiano Zanin, votou para derrubar a lei da desoneração, por entender que não poderia ter sido editada sem prever medidas para compensar a perda de arrecadação. Mas ele não analisou o mérito do acordo firmado entre o governo e o Congresso, uma vez que ele não foi objeto da ação. O relator foi acompanhado, até o momento, pelos ministros Edson Fachin e Gilmar Mendes.

A conta não fecha

A AGU (Advocacia-Geral da União) informou no ano passado que, mesmo com o acordo, havia risco de prejuízo de R$ 20,23 bilhões para os cofres públicos em 2025 devido à insuficiência das medidas adotadas para compensar a desoneração.


O órgão também disse que o impacto negativo total da desoneração em 2024 foi de R$ 30,5 bilhões, enquanto as medidas arrecadatórias totalizaram R$ 9,38 bilhões, o que indica um déficit, em 2025, de R$ 21,12 bilhões.

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