Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

TCU vai decidir se suspende remuneração de ministro afastado do STJ

Marco Buzzi está longe das atividades no STJ (Superior Tribunal de Justiça) desde foi denunciado por crimes de importunação sexual

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministério Público solicita ao TCU a suspensão da remuneração do ministro Marco Buzzi, afastado do STJ por denúncias de importunação sexual.
  • A denúncia é considerada grave, comprometendo a credibilidade do Poder Judiciário e violando a dignidade das vítimas.
  • Durante o afastamento, Buzzi não poderá exercer suas funções ou utilizar veículos oficiais.
  • A defesa dele expressou "irresignação" quanto ao afastamento, que foi determinado em uma sindicância administrativa.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Procurador diz que acusações contra Marco Aurélio Buzzi não são “meras infrações administrativas” Sérgio Amaral/STJ - Arquivo

O MP (Ministério Público) junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) pediu à Corte a suspensão do pagamento de qualquer remuneração ao ministro Marco Buzzi, afastado das funções pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) após ser alvo de denúncias por crime importunação sexual.

A informação havia sido antecipada pelo R7. O pedido do MP é para que não haja pagamento enquanto durar o afastamento ou uma eventual aposentadoria do ministro. No documento, o procurador Lucas Furtado diz ser importante destacar que as acusações contra Buzzi não se tratam de “meras infrações administrativas” nem “condutas de menor gravidade”.


“Estamos diante de denúncias de importunação sexual, um comportamento que não apenas viola a dignidade das vítimas, mas também compromete a imagem e a credibilidade do Poder Judiciário como um todo”, afirma o procurador.

Leia Mais

Para Lucas Furtado, permitir que um magistrado investigado por essa conduta continue a receber remuneração integral, custeada pelos contribuintes, é um “verdadeiro escárnio com a sociedade brasileira”.


“Trata-se de um desrespeito às mulheres vítimas de violência, às famílias que dependem de serviços públicos de qualidade e a todos os cidadãos que esperam que os recursos públicos sejam utilizados de forma responsável e ética”, completou o integrante do MP junto ao TCU.

Medida com efeito imediato

O afastamento de Buzzi tem caráter cautelar, temporário e excepcional. Durante esse período, o ministro está impedido de usar o próprio gabinete e o veículo oficial da Corte, bem como de ter direito às prerrogativas relacionadas ao exercício da função.


Antes dessa decisão, porém, Buzzi estava afastado do trabalho em virtude de licença médica desde a divulgação da primeira denúncia. Posteriormente, ele pediu a prorrogação do atestado por 90 dias, sob justificativa de seguir em tratamento psiquiátrico.

A defesa do ministro informou que recebeu com “irresignação” a notícia do afastamento cautelar, determinado em meio a uma sindicância administrativa aberta no STJ.

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.