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Técnico de enfermagem suspeito de matar pacientes em hospital particular trabalhava em UTI neonatal

De acordo com o delegado responsável pelo caso, a PCDF não descarta a possibilidade de mais vítimas

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Técnico de enfermagem é suspeito de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta em Taguatinga.
  • Até agora, três vítimas foram identificadas; a polícia investiga a possibilidade de mais casos.
  • O suspeito principal invadia computadores médicos e prescrevia medicamentos indevidos.
  • A motivação para os crimes ainda não foi esclarecida; a polícia continua investigando.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Entre os suspeitos, um enfermeiro de 24 anos é apontado como o principal responsável pelos homicídios

Um dos técnicos de enfermagem supeitos de matar pacientes na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF) também trabalhava em uma UTI neonatal de Brasília.

A informação foi dada pelo delegado responsável pelo caso, Mauricio Iacozilli, da Coordenação de Repressão a Homicídio e de Proteção à Pessoa. “Corremos com a investigação porque o autor principal, além de trabalhar nesse hospital, trabalhava também em uma UTI neonatal. Então ficamos muito preocupados que ele pudesse agir contra bebês e crianças”, pontuou o policial.


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Até o momento foram identificadas três vítimas do trio de enfermeiros. São dois homens e uma mulher, entre 33 e 75 anos. Eles teriam sido mortos nos dias 19 de novembro e 1° de dezembro de 2025.

De acordo com Iacozilli, a polícia não descarta a existência de outras vítimas e, por isso, um novo inquérito será instaurado para analisar óbitos ocorridos em outras unidades de saúde onde os envolvidos trabalharam.


Dinâmica dos crimes

Entre os três funcinários presos, um homem de 24 anos, seria o principal responsável pelos homicídios. Para realizar os crimes ele teria invadido computadores de médicos e prescrito receitas com medicamentos indevidos.

Ele então aplicava as substâncias em soluções salinas e acompanhava enquanto os pacientes sofriam paradas cardiorrespiratórias. De acordo com o delegado, o homem chegava até a participar das tentativas de ressucitar suas vítimas.


“Ele aplicava a substância e logo em seguida o monitor acusava a parada cardíaca. Ele então ficava parado e só depois que alguém entrava no quarto ele começava a ajudar o paciente”, contou o policial a partir da análise das câmeras de segurança do hospital.

Outra suspeita, uma mulher de 22 anos, estaria presente com o homem o tempo todo durante os crimes, verificando, inclusive, a chegada de terceiros, para impedir que um possível flagrante.


A Polícia Civil não identificou, ainda, a motivação para os assassinatos. “Quando questionamos ele (enfermeiro) começou a titubiar. Incialmente disse que o plantão estava muito cansativo, depois disse que queria aliviar o sofrimento das vítimas, porém a primeira das vítimas estava bem e consciente, apenas com uma constipação intestinal”, contou Iacozilli.

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