Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília
‌

'Tende a zero' chance de entregar ministério do Bolsa Família ao centrão, diz líder do governo

Jaques Wagner avaliou ainda como confusão a realização de uma reforma ministerial, porque envolve diversos partidos

Brasília|Plínio Aguiar e Hellen Leite, do R7, em Brasília

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Em pronunciamento, senador Jaques Wagner (PT-BA)
Em pronunciamento, senador Jaques Wagner (PT-BA)

O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), afirmou nesta segunda-feira (31) que "tende a zero" a chance de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) entregar o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, atualmente comandado por Wellington Dias, a partidos do chamado centrão. A pasta entrou na mira do grupo, e o presidente deve realizar uma reforma ministerial no início de agosto.

"Eu acho que essa expectativa [entregar o MDS ao centrão] tende a zero. Isso aí [saída de Dias do MDS] não é problema meu, mas a entrega de um ministério que tem a cara dele [Lula] a um partido que não tem história com a gente, isso é o problema. Atiravam na Saúde e agora atiraram no Wellington. Quem será o próximo?", disse Wagner no Palácio do Planalto.

‌

O Ministério do Desenvolvimento Social é o responsável pelo Bolsa Família, programa de transferência de renda que virou vitrine das gestões petistas. A pasta entrou na mira do centrão por ter capilaridade em todo o país, mas Lula tem resistência em passar o comando a um político ligado ao grupo do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Questionado sobre a entrada do grupo no governo Lula, Wagner respondeu que é natural. "Se é bom ou ruim, a realidade é como ela aparece", disse. Ele ainda avaliou como confusão a realização de uma reforma ministerial, porque altera a divisão de cargos entre diversos partidos.

‌

• Compartilhe esta notícia no WhatsApp

• Compartilhe esta notícia no Telegram

‌

"É sempre mais difícil, mais incômodo, quando você faz as coisas, vamos dizer, porque, se fosse uma reforma ampla, isso a gente faz com um ano, com avaliação, aí encaixa todo mundo. Ela não é ampla, ela é específica para um determinado fim, o que é correto para tentar ampliar a base tanto no Senado quanto na Câmara. Evidentemente, para dar, você tem que tirar. E, para tirar, é sempre confusão."

Leia também

Em entrevista à repórter Renata Varandas, da Record TV, Lula garantiu que não vai entregar o comando da pasta de Dias ao centrão. "Esse ministério [do Desenvolvimento Social] é um ministério meu. Esse ministério não sai. A Saúde não sai. Não é o partido que quer vir para o governo que pede ministério. É o governo que oferece o ministério. É só fazer uma inversão de valores", afirmou.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.