Logo R7.com
RecordPlus
R7 Brasília

‘Teto no serviço público só é observado pelo STF e, talvez, uma meia dúzia de órgãos’, diz Dino

Ministro fez declaração durante julgamento que vai decidir se referenda decisão dele para revisar e suspender ‘penduricalhos’

Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo

  • Google News

LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O ministro Flávio Dino afirma que apenas o STF e poucos outros órgãos respeitam o teto salarial do funcionalismo público.
  • Dino destaca a confusão gerada por um número elevado de tetos salariais, que varia conforme a interpretação de cada órgão.
  • A medida do STF obriga os Três Poderes a revisarem pagamentos de verbas indenizatórias que ultrapassam o teto constitucional de R$ 46,3 mil.
  • A decisão é resultado de uma ação popular e busca combater o pagamento irregular de "penduricalhos" no serviço público.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Flávio Dino
Recentemente, Dino determinou revisão e suspensão de 'penduricalhos' ilegais no serviço público Victor Piemonte/STF - 25.2.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Flávio Dino disse nesta quarta-feira (25) que somente a própria corte e “talvez uma meia dúzia de órgãos” respeitam o teto do funcionalismo, equivalente ao salário de um ministro do Supremo (R$ 46,3 mil).

“Qual é o teto que vigora hoje no Brasil? Quem souber responder a esta pergunta ganha um prêmio. Ninguém sabe”, destacou. “Hoje, devemos ter 2.000 ou 3.000 tetos vigentes no Brasil, porque depende da interpretação de cada órgão pagador”, acrescentou.


Dino também afirmou que, desde 2000, o Supremo julgou 13.925 ações sobre teto salarial. “É impossível garantir a autoridade da decisão do tribunal com este estado fático. E tampouco é possível deslindar cada caso concreto, porque hoje, objetivamente, o teto de R$ 46 mil só é observado no Supremo e mais, talvez, uma meia dúzia de outros”, afirmou.

leia mais

Dino fez as declarações durante o julgamento no plenário do STF que vai decidir se mantém uma decisão tomada por ele para revisão e suspensão de “penduricalhos” ilegais no serviço público.


A medida obriga os Três Poderes a reavaliarem pagamentos de verbas indenizatórias que resultem em remunerações acima do teto constitucional.

A liminar de Dino deu prazo de 60 dias para órgãos dos Três Poderes revisarem todas as verbas de caráter indenizatório. Após esse prazo, todos os adicionais que não tiverem previsão legal serão suspensos.


A decisão do ministro foi tomada numa ação apresentada por associação de procuradores municipais do litoral de São Paulo. O pedido original afetava apenas procuradores municipais de Praia Grande. Dino entendeu, no entanto, que o tema já foi tantas vezes discutido e há tantos exemplos de pagamentos irregulares que decidiu ampliar o alcance de sua decisão para demais Poderes, incluindo o governo federal.

Os ministros analisam em conjunto a liminar do ministro Gilmar Mendes que proíbe a criação de “penduricalhos” no Ministério Público e no Judiciário por meio de atos administrativos e leis estaduais. De acordo com a decisão, só podem ser pagas as verbas expressamente previstas em lei aprovada pelo Congresso Nacional.


Na sessão desta quarta, os ministros apenas ouviram as sustentações de advogados de associações que pedem a revisão das decisões de Dino e Gilmar. Os votos dos ministros devem ser proferidos nesta quinta-feira (26).

Search Box

Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.