Toffoli diz que quebras de sigilo de Vorcaro só chegaram ao STF após ele deixar caso Master
Ministro passou a ser alvo de críticas de parlamentares e da imprensa após Mendonça decretar prisão de Vorcaro
Brasília|Do R7, com Estadão Conteúdo
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O gabinete do ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli divulgou nesta sexta-feira (6) um histórico das investigações sobre o Banco Master para demonstrar que ele não se omitiu enquanto era relator do caso do caso.
Depois das prisões determinadas por André Mendonça e das revelações de diálogos de Daniel Vorcaro com Alexandre de Moraes, Toffoli passou a ser alvo de críticas de parlamentares e da imprensa.
Na nota, o ministro explica que, em 5 de janeiro, a PGR (Procuradoria-Geral da República) avocou um caso que estava em curso em São Paulo e deferiu parcialmente pedidos feitos pela Polícia Federal, com exceção da prisão de Daniel Vorcaro. Para a PGR, apenas a manutenção das medidas cautelares seriam suficientes.
Toffoli afirma que em 6 de janeiro deferiu “centenas de pedidos de quebra de sigilo bancário e fiscal de todos os investigados, buscas e apreensões de bens, prisão temporária de Fabiano Zettel e o sequestro e bloqueio de mais de R$ 2 bilhões em bens”, a pedido da PGR.
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A operação foi realizada em 14 de janeiro. “Até o dia 12 de fevereiro, data em que deixei a relatoria do caso, nenhum material havia sido encaminhado ao Supremo Tribunal Federal”, diz Toffoli na nota.
O ministro acrescentou que, enquanto estava à frente das investigações, deferiu todas as medidas pedidas pela PGR e pela Polícia Federal. “As investigações continuaram a ser realizadas normalmente e de forma regular, sem prejuízo da apuração dos fatos e nenhum pedido de nulidade foi deferido”, concluiu o ministro.
Toffoli explicou também que foi escolhido para a relatoria por sorteio em 28 de novembro de 2025 e, em 15 de dezembro, determinou diligências — entre elas, o depoimentos de investigados.
Defesa de Vorcaro critica nova prisão
Os advogados de Vorcaro disseram nesta sexta-feira que a prisão preventiva do dono do Banco Master “ocorreu sem que a defesa tivesse acesso prévio aos elementos que fundamentaram a medida”.
Dessa forma, a defesa disse que pediu ao STF para mandar a PF apresentar informações que sustentaram o pedido de prisão, como:
- As datas das mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro e mencionadas na investigação;
- A comprovação da existência do suposto grupo de mensagens denominado “A Turma” e se Daniel Vorcaro fazia parte do grupo;
- As datas das alegadas invasões de sistemas de órgãos públicos e remoções de conteúdo em plataformas digitais;
- Os documentos e datas que comprovariam pagamentos mencionados na representação policial; e
- A identificação do documento, número de conta e evidências que sustentariam a afirmação de bloqueio de R$ 2,2 bilhões em suposta conta atribuída ao pai do empresário.
“Daniel Vorcaro sempre esteve à disposição das autoridades e segue colaborando com as investigações, confiante de que o acesso pleno aos elementos do processo permitirá o correto esclarecimento dos fatos, com respeito ao contraditório e à ampla defesa”, afirmou a defesa.
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