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Toffoli marca acareação entre Vorcaro, ex-presidente do BRB e diretor do Banco Central

Ministro determinou a confrontação de versões sem haver provocação da Polícia Federal

Brasília|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Dias Toffoli marca acareação entre autoridades do sistema financeiro para próxima terça-feira (30).
  • Confrontação de versões entre Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino Santos ocorrerá sem provocação da Polícia Federal.
  • BRB teve proposta de compra de ações do Banco Master vetada pelo Banco Central, que depois decretou a liquidação do banco devido a indícios de fraudes de R$ 12,2 bilhões.
  • Toffoli determina novas diligências e oitivas para apurar denúncias e proteger o Sistema Financeiro Nacional.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Toffoli já havia solicitado a oitiva de investigados e dirigentes do Banco Central Victor Piemonte/STF - 03/12/2025

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Dias Toffoli determinou que seja realizada na próxima terça-feira (30), uma acareação entre o presidente do Banco Master, Daniel Vorcaro, o ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa e o diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino Santos.

Toffoli determinou a confrontação de versões sem haver provocação da Polícia Federal. A acareação pode ser de forma virtual, já que Vorcaro cumpre mandado de prisão domiciliar em São Paulo.


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Aquino era o diretor do BC mais favorável à operação de venda do Master para o BRB, enquanto o diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, Renato Dias Gomes, se mostrava resistente.

No final de março, o BRB fez uma proposta para comprar um pedaço das ações do Master. A compra foi vetada pela cúpula do BC em setembro.


Em seguida, em novembro, o BC decretou a liquidação do banco e junto com a Polícia Federal apontou para indícios de R$ 12,2 bilhões em fraudes no sistema financeiro.

O presidente do BC, Gabriel Galípolo, se colocou na última quinta-feira, (18), “à disposição” do STF para prestar esclarecimentos sobre a liquidação do Master.


Ele disse que ele mesmo poderia prestar qualquer tipo de apoio à investigação.

Segundo o chefe da autarquia, o BC tomou o cuidado de deixar tudo documentado em relação ao processo de análise que levou à liquidação do banco, e que enviará esses dados ao Supremo.


Toffoli já havia solicitado a oitiva de investigados e dirigentes do Banco Central, mas esta é a primeira acareação de envolvidos no casos.

O ministro colocou grau de sigilo na investigação criminal das fraudes do Master e da sua tentativa de venda para o BRB e a Fictor.

Novas diligências

No dia 15 de dezembro, Toffoli determinou a realização de novas diligências no processo que apura denúncias envolvendo o Banco Master.

A decisão prevê a oitiva dos investigados e a tomada de depoimentos de dirigentes do Banco Central, além da análise de possíveis desdobramentos que possam atingir outras instituições financeiras.

Segundo o despacho, a medida foi adotada após a reunião de documentos e informações enviados por diferentes órgãos estatais e pelo próprio Poder Judiciário ao STF.

Na avaliação do relator, as diligências são consideradas urgentes tanto para o avanço das investigações quanto como forma de proteção ao Sistema Financeiro Nacional e aos usuários do sistema bancário.

Entre as determinações, está a oitiva dos investigados pela Polícia Federal, sob a condução de um delegado designado pela Direção-Geral da corporação.

Os depoimentos deverão esclarecer, de forma detalhada, as denúncias em apuração, com apresentação de documentos que subsidiem as explicações prestadas.

A decisão também autoriza a oitiva de dirigentes do Banco Central sobre temas relacionados às atribuições do órgão no acompanhamento das atividades do Banco Master e de eventuais impactos sobre outras instituições financeiras.

Além disso, o ministro Toffoli abriu a possibilidade de que a Polícia Federal apresente pedidos imediatos de requisição de informações a órgãos públicos ou empresas, bem como requerimentos individualizados para afastamento de sigilos telefônico, telemático, de correspondência ou fiscal de investigados ou terceiros.

Esses pedidos deverão ser devidamente justificados e serão analisados caso a caso, conforme prevê a legislação.

As oitivas poderão ocorrer de forma presencial ou por videoconferência, nas dependências do STF, e serão acompanhadas por magistrados auxiliares do gabinete do relator.

O prazo inicial estabelecido para a realização das diligências é de 30 dias.

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