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Tornozeleiras para agressores de mulheres têm papel inibitório, diz advogada da ‘OAB por Elas’

Além de proteger a integridade da vítima, o projeto de lei garante que o agressor não quebre a medida protetiva; saiba mais

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Senado aprova projeto que exige uso de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres.
  • A medida visa garantir a integridade da vítima e inibir a quebra de medidas protetivas.
  • A advogada Rayssa Blumer destaca a eficácia da medida diante do aumento de feminicídios.
  • A retirada da tornozeleira será considerada quebra da medida protetiva, podendo resultar em prisão.

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O Senado aprovou o projeto de lei que obriga agressores de mulheres a usarem tornozeleira eletrônica. O monitoramento era opcional pela Lei Maria da Penha, mas agora é obrigatório sempre que houver risco à vida ou à integridade física ou psicológica da vítima.

Em entrevista ao Conexão Record News desta quinta-feira (19), a advogada Rayssa Blumer fala que a medida é eficiente e necessária, principalmente diante do momento em que a sociedade está, de tantos feminicídios e episódios de violências contra a mulher.


Senado aprova tornozeleira eletrônica para agressores de mulheres
Advogada diz que a vítima vai ter acesso a um dispositivo que notifica a proximidade do agressor Reprodução/Record News

“Hoje a Lei Maria da Penha já prevê medidas protetivas de urgência [...]. Só que o que acontece na prática é que muitas dessas medidas ainda dependem desse cumprimento voluntário do agressor, e isso limita a efetividade da proteção”, explica.

Rayssa diz que, além de proteger a integridade física e psicológica dessa vítima e dos seus familiares, a medida ainda permite que o delegado estabeleça o uso desse monitoramento eletrônico já na delegacia: “Eu acredito que também tem esse papel inibitório para que esse agressor não quebre a medida protetiva”.


Além disso, a vítima ainda terá acesso a um dispositivo que notifica a proximidade do agressor. Segundo a especialista, retirar a tornozeleira vai ser considerado uma quebra da medida protetiva: “Ele pode ser preso [...]. Com uma pena ainda mais alta”.

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