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'Transformador', diz brasileiro sobre medalhas feitas por ele serem entregues nos Jogos de Gangwon 2024

Arquiteto de Brasília Dante Akira Uwai, 28 anos, assistiu à abertura dos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude, na Coreia do Sul

Brasília|Giovanna Inoue, do R7, em Brasília

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Dante Akira Uwai é formado em arquitetura na UnB
Dante Akira Uwai é formado em arquitetura na UnB Marina Ziehe / COB

Depois de quase 30 horas de viagem, o arquiteto de Brasília Dante Akira Uwai chegou a Gangwon, na Coreia do Sul, e recebeu em mãos as medalhas desenhadas por ele para a competição. A estrutura de acrílico exibe os designs em ouro, prata e bronze das condecorações entregues aos atletas que alcançaram o pódio nos Jogos Olímpicos de Inverno da Juventude de 2024.

O jovem de 28 anos foi selecionado no concurso promovido pelo Comitê Olímpico Internacional (COI), em abril de 2023, para criar o design das medalhas da competição. Além de poder ver a ideia dele tomar forma, Dante ganhou uma viagem para assistir a abertura dos jogos e acompanhou as primeiras medalhas sendo laureadas.


Dante ganhou uma viagem para assistir a abertura dos jogos
Dante ganhou uma viagem para assistir a abertura dos jogos Marina Ziehe/COB

Imediatamente depois de chegar na Coreia, Dante se encontrou com o presidente do COI, Thomas Bach, e recebeu dele um conjunto com as medalhas. "Estava anestesiado pela adrenalina, não tinha dormido muito", relata o arquiteto sobre o momento em que viu as láureas pela primeira vez.

A cerimônia de abertura dos Jogos aconteceu em 19 de janeiro e a competição se entendeu até 1º de fevereiro, com participação recorde de brasileiros. Foram 17 atletas em oito disciplinas, a terceira maior delegação das Américas, ficando atrás dos Estados Unidos, com 100 atletas, e do Canadá, com 79.


Dante conta que só "caiu a ficha" da situação quando assistiu a primeira entrega das medalhas desenhadas por ele aos atletas. "Pude ficar bem pertinho e ver os atletas recebendo. Me lembro de muitas emoções e de uma lágrima caindo", descreve.

O ex-aluno do curso de Arquitetura da UnB (Universidade de Brasília) teve a oportunidade de segurar a criação dele em mãos quando conheceu Zion Bethonico, brasileiro que conquistou o bronze no snowboard cross, a primeira medalha olímpica do Brasil em esportes de inverno.


"Quando você sente na mão é muito diferente de só olhar", conta.

A obra de Dante é chamada "Um fututo brilhante" e é uma interpretação geométrica do lema "Crescer juntos, brilhar para sempre", apresentado pelo COI.

Dante conta que a experiência foi "um evento muito transformador". "Como artista, quando você vê outras pessoas apreciando a sua arte, é algo muito especial. E ter uma instituição chancelando isso, que a sua arte é boa, é muito especial", afirma.

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