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Tribunal de Justiça do DF ouve réus da Operação Caixa de Pandora

Depoimento de Durval Barbosa, delator do esquema, durou cerca de seis horas

Brasília|Do R7, com informações do TJDFT

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O tribunal reagendou a oitiva do ex-governador José Roberto Arruda para dia 9 de maio
O tribunal reagendou a oitiva do ex-governador José Roberto Arruda para dia 9 de maio

Depois de várias tentativas e adiamentos por parte da defesa dos réus, o TJDFT (Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios) ouviu, nessa sexta-feira (11), apenas dois dos três réus convocados suspeitos de envolvimento no pagamento de propina no governo do Distrito Federal, escândalo conhecido como “mensalão do DEM” e que veio à tona em 2009.

A Operação Caixa de Pandora foi deflagrada pela Polícia Federal que, em 2010, chegou a prender o ex-governador José Roberto Arruda. 


Arruda não compareceu à audiência e sua oitiva foi adiada para dia 9 de maio, às 13h. Apenas o ex-secretário Durval Barbosa, considerado delator do escândalo e o ex-policial Marcelo Toledo, acusado de fazer parte do esquema, compareceram à oitiva. Toledo usou o direito constitucional de permanecer calado.

Já Durval Barbosa, durante o depoimento que durou cerca de seis horas, disse que o esquema de arrecadação de propina começou em 2002, depois que o ex-governador do DF José Roberto Arruda teria pedido ao também ex-governador do DF Joaquim Roriz para “bater Paulo Octávio nas eleições ao governo do DF no ano de 2006”.


De acordo com Durval, a propina recolhida correspondia a 10% do valor dos contratos, que geralmente eram firmados na modalidade emergencial e com dispensa de licitação. Além da área de informática, que era comandada por Durval, o esquema arrecadava propina de outras áreas: contratos da CEB, contratos da área de comunicação, entre outros. Segundo Durval, de 2003 a 2009, passaram por sua mão cerca de R$ 170 milhões arrecadados de propina só na área de informática.

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Em uma das filmagens que fez, transmitida durante a oitiva, Barbosa voltou a afirmar que o ex-governador Arruda participou do esquema e que os R$ 50 mil, em espécie, entregues por Durval Barbosa a Arruda durante o vídeo eram para despesas pessoas do ex-governador do DF. Além de Arruda, Durval Barbosa falou das filmagens que fez com assessores diretos, segundo ele, do ex-governador Roriz.

Em outro vídeo, Omésio Pontes e Domingos Lamoglia, principais assessores de Joaquim Roriz, estariam recebendo de Durval vários pacotes de dinheiro para projetos de jornais alternativos, gráfica e Jornal da Comunidade, com a finalidade de financiar a campanha de Arruda para o pleito de 2006.

No terceiro vídeo, aparecem Omésio Pontes e Marcelo Toledo entregando a Durval a quantia de R$110 mil, arrecadados da empresa Logan, no ano de 2009. O montante serviria para pagar escritórios de campanha mantidos por Arruda em Samambaia e na 502 Sul.

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