Brasília UnB fica em 7º lugar entre as brasileiras em ranking britânico

UnB fica em 7º lugar entre as brasileiras em ranking britânico

Avaliação contou com dados de 37 universidades. Na comparação com o ano passado, a instituição brasiliense caiu uma posição

  • Brasília | Jéssica Moura, do R7, em Brasília

UnB avançou na geração de renda para a indústria a partir de pesquisas científicas desenvolvidas pela instituição

UnB avançou na geração de renda para a indústria a partir de pesquisas científicas desenvolvidas pela instituição

Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil

Mesmo em meio à pademia da Covid-19 e com uma rotina de aulas e atividades remotas, a Universidade de Brasília (UnB) foi considerada a sétima melhor instituição entre 37 federais brasileiras no ranking Emerging Economies 2022 da revista britânica Times Higher Education (THE).

Apesar do desempenho positivo, a UnB caiu uma posição na lista, em relação à colocação dos últimos quatro anos. Em 2021, três instituições federais foram incluídas na classificação. Confira a lista abaixo.

O ranking contempla instituições de países classificados pela Bolsa de Valores de Londres entre as nações emergentes. O Brasil está no grupo de "emergentes avançados". Na avaliação das universidades, são considerados indicadores que abrangem ensino, pesquisa, citações, reconhecimento internacional e renda com indústria.

Esse último eixo equaciona o impacto comercial gerado pelas pesquisas produzidas na universidade e foi o único em que a UnB registrou avanço no último ano. Nos demais itens, a nota da universidade diminuiu.

No entanto, cada item tem peso diferente no cálculo das notas, de modo a refletir o que é prioridade para as universidades em economias emergentes. A THE ressalta que o ranking é dinâmico, uma vez que as instituições estão localizadas em regiões de intensa transformação social e econômica.

No cenário global, as universidades chinesas se mantiveram na liderança da lista. É o caso da Universidade de Pequim, a primeira colocada no ranking. Outras dez estão no top 15. Ao todo, neste ano, 698 instituições foram analisadas, 92 a mais do que no ano anterior. No ranking mundial, a UnB saiu da faixa de 201-250 para 301-350.

A THE ainda traz outros dados sobre a UnB, como a relação de estudantes por professor (14,9) e a proporção entre discentes homens e mulheres. Eles ainda são maioria: 51% dos matriculados. Além disso, 2% dos alunos vieram de universidades internacionais.

A reitora da UnB, Márcia Abrahão, atribuiu a queda no ranking ao aumento na quantidade de federais avaliadas e às variações nos indicadores. Para ela, a universidade conseguiu se manter em equilíbrio na classificação, apesar dos cortes no orçamento das instituições de ensino promovidos pelo governo federa, que chegaram a 18,1%. 

Ranking Times Higher Education
1. Universidade de São Paulo (USP)
2. Universidade de Campinas (Unicamp)
3. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
4. Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
5. Universidade Federal de Sergipe (UFSE)
6. Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) / Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)/ Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
7. Universidade de Brasília (UnB)
8. Universidade Federal de São Carlos (Ufscar) / Universidade Federal do ABC / Universidade Federal da Bahia (UFBA) / Universidade Federal de Lavras (Ufla) / Universidade Federal de Pelotas (UFPel)/ Universidade Federal de Uberlândia / Universidade Federal de Viçosa (UFV)

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