Brasília Vacina: filho de secretário do MS pagará R$ 15 mil por furar fila

Vacina: filho de secretário do MS pagará R$ 15 mil por furar fila

Estudante de Medicina é filho do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros

  • Brasília | Emerson Fraga, do R7, em Brasília

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O estudante de medicina Daniel Freire de Medeiros, filho do secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Correia de Medeiros, terá que pagar R$ 15 mil aos cofres públicos por furar a fila da vacinação contra a covid-19. Segundo documento que veio a público nesta quinta-feira (26), o rapaz tomou a primeira dose da vacina Astrazeneca/Oxford em janeiro, ao mesmo tempo em que os primeiros grupos estavam sendo imunizados.

Daniel assinou um termo de ajustamento de conduta (TAC) com Ministério Público Federal (MPF) e com o Ministério Público do Estado da Paraíba (MPE-PB) se comprometendo a pagar a quantia em dinheiro como forma de reparação.

Quando tomou a vacina, o estudante estava no oitavo período do curso de Medicina e não teria direito a se imunizar na ocasião. Em maio, quando a informação de que ele tinha sido vacinado antes foi divulgada pela mídia, ele afirmou à imprensa local que era estagiário de Medicina em um hospital de João Pessoa e que, por isso, estaria no grupo prioritário para vacinação. Os demais estudantes da área, entretanto, só começaram a ser imunizados no mês de maio deste ano.

A quantia paga por Daniel será destinada para hospitais públicos de João Pessoa (PB) indicados pelo Ministério Público. O termo de ajustamento de conduta (TAC) opera como uma espécie de reparação moral e evita o ajuizamento de uma ação judicial para apurar o caso.

Arnaldo Correia de Medeiros, pai do estudante, é professor da Faculdade de Farmácia da UFPB (Universidade Federal da Paraíba). Ele assumiu o cargo secretário da Secretaria de Vigilância em Saúde em junho de 2020, na gestão do ex-ministro Eduardo Pazuello.

O R7 não localizou o estudante, mas tenta contato com o Ministério da Saúde. 

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