Brasília Veja os 80 nomes que estão na lista de pedidos de indiciamento da CPI

Veja os 80 nomes que estão na lista de pedidos de indiciamento da CPI

No total, são 78 pessoas e duas empresas. Documento será votado nesta terça-feira. Governistas leram voto em separado

  • Brasília | Sarah Teófilo, do R7, em Brasília

Relatório final é votado nesta terça-feira (26) e indica o fim dos trabalhos da comissão

Relatório final é votado nesta terça-feira (26) e indica o fim dos trabalhos da comissão

Adriano Machado/Reuters - 26.10.2021

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid-19 vota nesta terça-feira (26) o relatório final elaborado pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL). No total, é sugerido o indiciamento de 78 pessoas e duas empresas, incluindo o presidente Jair Bolsonaro, quatro ministros, deputados  e um senador integrante da CPI.

Após reunião do grupo majoritário da comissão na última segunda-feira (25), Calheiros acrescentou dez nomes, além dos que já estavam no relatório lido na semana passada. Nesta terça, também houve a inclusão, logo no início da sessão, do governador do Amazonas, Wilson Lima (PSC), e do ex-secretário de Saúde do estado Marcellus Campêlo. 

VEJA ABAIXO VÍDEO COM AS TRETAS DA CPI

A inclusão dos nomes foi um pedido do senador Eduardo Braga (MDB-AM), que havia apresentado um voto em separado no qual pedia o indiciamento apenas dos dois e votava pela rejeição do relatório de Calheiros. Com a inclusão deles no relatório, Braga retirou o voto em separado e deve votar de forma favorável ao relatório.

Durante a sessão, Calheiros acrescentou o nome do senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) ao documento. Integrante da comissão, Heinze foi apontado como responsável por incitação ao crime devido à divulgação de informações falsas no âmbito da pandemia. Entretanto, senadores decidiram retirá-lo da lista mais tarde.

Confira todos os nomes e crimes atribuídos a eles pela CPI:

1) Jair Messias Bolsonaro — presidente da República. Crimes: epidemia com resultado morte; infração de medida sanitária preventiva; charlatanismo; incitação ao crime; falsificação de documento particular; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, do Tratado de Roma; violação de direito social; e incompatibilidade com dignidade, honra e decoro do cargo, sendo os dois últimos considerados crimes de responsabilidade.

2) Eduardo Pazuello — ex-ministro da Saúde. Crimes: epidemia com resultado morte; emprego irregular de verbas públicas; prevaricação; comunicação falsa de crime; crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, do Tratado de Roma.

3) Marcelo Queiroga — ministro da Saúde. Crimes: epidemia com resultado morte e prevaricação. 

4) Onyx Lorenzoni — ministro do Trabalho e Previdência. Crimes: incitação ao crime e crimes contra a humanidade nas modalidades extermínio, perseguição e outros atos desumanos, do Tratado de Roma.

5) Ernesto Araújo — ex-ministro das Relações Exteriores. Crimes: epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

6) Wagner Rosário — ministro-chefe da Controladoria-Geral da União. Crime: prevaricação.

7) Antônio Elcio Franco Filho — ex-secretário-executivo do Ministério da Saúde. Crimes: epidemia com resultado morte e improbidade administrativa.

8) Mayra Isabel Correia Pinheiro — secretária de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde. Crimes: epidemia com resultado morte e crime contra a humanidade.

9) Roberto Ferreira Dias — ex-diretor de logística do Ministério da Saúde. Crimes: corrupção passiva, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. 

10) Cristiano Alberto Hossri Carvalho — representante da Davati no Brasil. Crime: corrupção ativa.

11) Luiz Paulo Dominghetti Pereira — apontado como vendedor autônomo de vacinas da Davati. Crime: corrupção ativa.

12) Rafael Francisco Carmo Alves — intermediador nas tratativas da Davati. Crime: corrupção ativa.

13) José Odilon Torres da Silveira Júnior — intermediador nas tratativas da Davati. Crime: corrupção ativa.

14) Marcelo Blanco da Costa — ex-assessor do Departamento de Logística do Ministério da Saúde e intermediador nas tratativas da Davati. Crime: corrupção ativa.

15) Emanuela Batista de Souza Medrades — diretora-executiva e técnica farmacêutica da empresa Precisa Medicamentos. Crimes: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

16) Túlio Silveira — consultor jurídico da empresa Precisa Medicamentos. Crimes: falsidade ideológica, uso de documento falso e improbidade administrativa.

17) Airton Antonio Soligo — ex-assessor especial do Ministério da Saúde. Crime: usurpação de função pública.

18) Francisco Emerson Maximiano — sócio da empresa Precisa Medicamentos. Crimes: falsidade ideológica, uso de documento falso, fraude processual, fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. 

19) Danilo Berndt Trento — sócio da empresa Primarcial Holding e Participações Ltda. e diretor de relações institucionais da Precisa. Crimes: fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

20) Marcos Tolentino da Silva — advogado e suposto sócio oculto da empresa Fib Bank. Crimes: fraude em contrato, formação de organização criminosa e improbidade administrativa. 

21) Ricardo José Magalhães Barros — deputado federal pelo PP e líder do governo na Câmara. Crimes: incitação ao crime, advocacia administrativa, formação de organização criminosa e improbidade administrativa.

22) Flávio Bolsonaro — senador da República pelo Patriotas e filho do presidente Bolsonaro. Crime: incitação ao crime. 

23) Eduardo Bolsonaro — deputado federal pelo PSL e filho do presidente Bolsonaro. Crime: incitação ao crime.

24) Bia Kicis — deputada federal pelo PSL, aliada de Bolsonaro. Crime: incitação ao crime.

25) Carla Zambelli — deputada federal pelo PSL. Crime: incitação ao crime.

26) Carlos Bolsonaro — vereador do Rio de Janeiro pelo Republicanos e filho do presidente Bolsonaro. Crime: incitação ao crime.

27) Osmar Gasparini Terra — deputado federal pelo MDB, aliado de Bolsonaro. Crimes: epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

28) Fábio Wajngarten — ex-chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social (Secom) do governo federal. Crimes: prevaricação e advocacia administrativa.

29) Nise Hitomi Yamaguchi — médica supostamente participante do gabinete paralelo. Crime: epidemia com resultado morte.

30) Arthur Weintraub — ex-assessor da Presidência da República e supostamente participante do gabinete paralelo. Crime: epidemia com resultado morte.

31) Carlos Wizard Martins — empresário e supostamente participante do gabinete paralelo. Crimes: epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

32) Paolo Marinho de Andrade Zanotto — biólogo e supostamente participante do gabinete paralelo. Crime: epidemia com resultado morte.

33) Antônio Jordão de Oliveira Neto — biólogo e supostamente participante do gabinete paralelo. Crime: epidemia com resultado morte.

34) Luciano Dias Azevedo — médico e supostamente participante do gabinete paralelo. Crime: epidemia com resultado morte.

35) Mauro Luiz de Brito Ribeiro — presidente do Conselho Federal de Medicina (CRM). Crime: epidemia com resultado morte. 

36) Walter Souza Braga Netto — ministro da Defesa e ex-ministro-chefe da Casa Civil. Crime: epidemia com resultado morte. 

37) Allan Lopes dos Santos — blogueiro suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime. 

38) Paulo de Oliveira Eneas — editor do site Crítica Nacional, suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

39) Luciano Hang — empresário suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime. 

40) Otávio Oscar Fakhoury — empresário suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

41) Bernardo Kuster — diretor do Jornal Brasil sem Medo, suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

42) Oswaldo Eustáquio — blogueiro suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

43) Richards Pozzer — artista gráfico supeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

44) Leandro Ruschel — jornalista suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

45) Carlos Jordy — deputado federal pelo PSL, aliado do presidente Bolsonaro. Crime: incitação ao crime.

46) Filipe Martins — assessor especial para assuntos internacionais da Presidência da República. Crime: incitação ao crime.

47) Técio Arnaud Tomaz — assessor especial da Presidência da República. Crime: incitação ao crime.

48) Roberto Goidanich — ex-presidente da Fundação Alexandre de Gusmão (Funag). Crime: incitação ao crime.

49) Roberto Jefferson — político suspeito de disseminar fake news. Crime: incitação ao crime.

50) Hélcio Bruno de Almeida — presidente do Instituto Força Brasil (IFB). Crime: incitação ao crime.

51) Raimundo Nonato Brasil — sócio da empresa VTCLog. Crimes: corrupção ativa e improbidade administrativa.

52) Andreia da Silva Lima — diretora-executiva da empresa VTCLog. Crimes: corrupção ativa e improbidade administrativa.

53) Carlos Alberto de Sá — sócio da empresa VTCLog. Crimes: corrupção ativa e improbidade administrativa.

54) Teresa Cristina Reis de Sá — sócia da empresa VTCLog. Crimes: corrupção ativa e improbidade administrativa.

55) José Ricardo Santana — ex-secretário da Anvisa. Crime: formação de organização criminosa.

56) Marconny Nunes Ribeiro Albernaz de Faria — lobista. Crime: formação de organização criminosa.

57) Daniella de Aguiar Moreira da Silva — médica da Prevent Senior. Crime: tentativa de homicídio.

58) Pedro Benedito Batista Júnior — diretor-executivo da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade.

59) Paola Werneck — médica da Prevent Senior. Crime: perigo para a vida ou saúde de outrem.

60) Carla Guerra — médica da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade.

61) Rodrigo Esper — médico da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade.

62) Fernando Oikawa — médico da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem e crime contra a humanidade.

63) Daniel Garrido Baena — médico da Prevent Senior. Crime: falsidade ideológica.

64) João Paulo Barros — médico da Prevent Senior. Crime: falsidade ideológica.

65) Fernanda de Oliveira Igarashi — médica da Prevent Senior. Crime: falsidade ideológica.

66) Fernando Parrillo — dono da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade.

67) Eduardo Parrillo — dono da Prevent Senior. Crimes: perigo para a vida ou saúde de outrem, omissão de notificação de doença, falsidade ideológica e crime contra a humanidade.

68) Flávio Adsuara Cadegiani — médico que fez estudo com proxalutamida. Crime: crime contra a humanidade.

69) Wilson Miranda Lima — governador do Amazonas. Crimes: epidemia com resultado morte, prevaricação e crimes de responsabilidade.

70) Marcellus José Barroso Campêlo — ex-secretário estadual de Saúde do Amazonas. Crime: prevaricação.

71) Heitor Freire de Abreu — ex-subchefe de articulação e monitoramento da Casa Civil e ex-coordenador do Centro de Coordenação das Operações do Comitê de Crise da Covid-19. Crime: epidemia com resultado morte.

72) Marcelo Bento Pires — assessor do Ministério da Saúde. Crime: advocacia administrativa.

73) Alex Lial Marinho — ex-coordenador de logística do Ministério da Saúde. Crime: advocacia administrativa.

74) Thiago Fernandes da Costa — assessor técnico do Ministério da Saúde. Crime: advocacia administrativa.

75) Regina Célia Oliveira — fiscal de contrato no Ministério da Saúde. Crime: advocacia administrativa.

76) Hélio Angotti Netto — secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos em saúde, do Ministério da Saúde. Crimes: epidemia com resultado morte e incitação ao crime.

77) José Alves Filho — dono do Grupo José Alves, do qual faz parte a Vitamedic. Crime: epidemia com resultado morte.

78) Amilton Gomes de Paula — reverendo Amilton. Crime: tráfico de influência.

79) Precisa Comercialização de Medicamentos. Crime: ato lesivo à administração pública.

80) VTC Operadora Logística VTCLog.  Crime: ato lesivo à administração pública.

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